Menu lateral
Imagem
Imagem
Imagem
Gazeta >
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
Imagem
Menu lateral Busca interna do GazetaWeb
Imagem
AO VIVO

ASSISTA

TV GAZETA AL
AO VIVO

ASSISTA

GAZETA NEWS
GAZETA 94.1 - Maceió AO VIVO

GAZETA 94.1

Maceió
GAZETA FM 98.3 - Maceió AO VIVO

GAZETA FM 98.3

Maceió
GAZETA 101.1 - Arapiraca AO VIVO

GAZETA 101.1

Arapiraca
GAZETA 101.3 - Pão de Açúcar AO VIVO

GAZETA 101.3

Pão de Açúcar
CLASSIC - Rádio Web AO VIVO

CLASSIC

Rádio Web
X
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no facebook compartilhar no linkedin
copiar Copiado!
ver no google news

Ouça o artigo

Compartilhe

Candidata tem registro barrado após relacionamento com alagoano apontado como nº 2 do CV

Decisão unânime do TRE-RJ ocorreu após pedido que citou o casamento, relatórios de inteligência e supostos vínculos com integrantes da facção


				Candidata tem registro barrado após relacionamento com alagoano apontado como nº 2 do CV
Casada com chefe do CV de Alagoas, candidata a deputada no Rio escondia rosto do marido em fotos nas redes. Foto: Reprodução

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que barrou a candidatura de Mariana de Souza (PP) à Câmara dos Deputados colocou no centro da disputa eleitoral a relação dela com um alagoano foragido da Justiça, com quem é casada. Wilson Marques de Albuquerque, conhecido como “Zé Dirceu” ou “Alex”, é apontado pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) como número dois na hierarquia do Comando Vermelho (CV) no Estado.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >
Aplicativo na whatsapp Store

O registro de candidatura de Mariana foi indeferido por unanimidade pelo TRE-RJ, no último dia 11, após pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou suspeitas de vínculos da candidata com integrantes da cúpula da facção.

Leia também

Mariana recorreu da decisão e ainda pode levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo informações publicadas pelo Jornal O Globo, a defesa da candidata afirma que ela teria sido enganada por Wilson, que teria se apresentado a ela como “Fábio”.

Ainda segundo a defesa, após descobrir o passado dele e a condição de foragido, Mariana rompeu o vínculo e não mantém mais contato com Albuquerque. Enquanto o recurso não é julgado, ela segue fazendo campanha no Complexo da Penha, onde mora.

Shorts Youtube
Play
Em Belém, Lula fala de próstata e diz que "as mulheres aprendem tomar toque desde quando é pequena"

Em Belém, Lula fala de próstata e diz que "as mulheres aprendem tomar toque desde quando é pequena"

Play
Mulher de 47 anos é morta a pauladas em caso investigado como feminicídio em AL

Mulher de 47 anos é morta a pauladas em caso investigado como feminicídio em AL

Play
Mistério em Milagres! O que se sabe sobre a morte de duas mulheres no paraíso de Alagoas

Mistério em Milagres! O que se sabe sobre a morte de duas mulheres no paraíso de Alagoas

Play
Isabelle Caracristi: síndica diz que namorado buscou celular em lixeiras e barrou família da jovem

Isabelle Caracristi: síndica diz que namorado buscou celular em lixeiras e barrou família da jovem

Play
Renan Filho promete VLT, três duplicações e dois viadutos para Arapiraca

Renan Filho promete VLT, três duplicações e dois viadutos para Arapiraca

Entre os elementos apresentados pelo MPE está justamente o casamento de Mariana com Wilson. Segundo a Procuradoria, relatórios de inteligência indicariam vínculos da candidata com integrantes do alto escalão do Comando Vermelho. O órgão também citou movimentações financeiras, empresas relacionadas ao casal e a concentração de votos da candidata em áreas apontadas como influenciadas pelo CV.

A própria decisão do TRE-RJ registra que Wilson é apontado como vice-líder do Comando Vermelho em Alagoas. Segundo informações apresentadas no processo, ele foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por tráfico de drogas e a 12 anos e sete meses por associação para o tráfico. Ele está foragido e possui mandados de prisão pendentes.

Fuga de presídio em Maceió


				Candidata tem registro barrado após relacionamento com alagoano apontado como nº 2 do CV
Wilson Marques de Albuquerque. Foto: Reprodução

A história de Wilson também está relacionada a uma fuga ocorrida no sistema prisional de Alagoas. Em 8 de setembro de 2017, ele estava entre os 12 presos que fugiram do Presídio de Segurança Máxima 2, em Maceió, depois de serrarem parte da grade de uma das celas. A fuga ocorreu durante a madrugada e foi descoberta na manhã seguinte.

Na época, a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) divulgou a relação dos fugitivos, que incluía Wilson Marques de Albuquerque Silva. Militares realizaram buscas na parte alta de Maceió na tentativa de recapturar os detentos.

Desde então, Wilson permanece foragido. O nome dele também consta na lista de procurados do Projeto Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Histórico de Wilson em Alagoas

Antes de conhecer Mariana, Wilson já havia sido condenado por envolvimento com o tráfico de drogas em Alagoas. Segundo informações publicadas pelo O Globo e apresentadas no material sobre o caso, ele foi condenado a 15 anos de prisão por usar uma ex-namorada como “mula” para transportar drogas.

Ainda de acordo com essas informações, a polícia identificou que, mesmo preso, Wilson teria instruído a mulher, por meio de ligações telefônicas, a encontrar imóveis para acondicionar cargas de cocaína que seriam revendidas em Maceió.

A partir das ligações do casal, os agentes conseguiram apreender sete quilos de pasta-base que haviam acabado de chegar à cidade, em março de 2012.

Relação com Mariana

Segundo levantamento feito pelo Ministério Público Eleitoral e informações divulgadas pelo O Globo, Mariana e Wilson começaram a se relacionar em 2021, após a chegada dele ao Rio de Janeiro. Os dois tiveram um filho cerca de dois anos depois.

Em 4 de janeiro de 2025, os dois oficializaram a união em uma cerimônia realizada na Igreja Batista no Grotão, dentro do Complexo da Penha.

A relação também chamou a atenção do MPE porque, segundo a Procuradoria, Mariana teria evitado mostrar o rosto do marido nas redes sociais. Imagens publicadas por ela e obtidas pelo O Globo mostram fotografias nas quais há elementos escondendo o rosto do homem.

A defesa de Mariana afirma, porém, que ela não sabia que Wilson era foragido nem conhecia seu passado. Segundo a versão apresentada, ao descobrir essas informações, ela rompeu o vínculo com ele.

O que o MPE apontou contra Mariana

Ao pedir a impugnação da candidatura, o MPE afirmou que Mariana teria vínculos com integrantes do alto escalão do Comando Vermelho. Entre os elementos citados estavam o casamento com Wilson, relatórios de inteligência, empresas relacionadas aos dois e movimentações financeiras.

A Procuradoria também afirmou que Mariana teria ocultado o rosto do marido em publicações nas redes sociais. Para o MPE, esse comportamento seria um elemento relevante para sustentar que ela teria conhecimento da condição de foragido de Wilson.

O processo menciona ainda a empresa Império do Norte Ltda., de propriedade de Mariana. Segundo o MPE, o estabelecimento estaria registrado em endereço contíguo ao de uma empresa que teria sido constituída por Wilson com identidade falsa. A Procuradoria levantou a suspeita de que as empresas poderiam ter sido utilizadas para lavagem de dinheiro.

O MPE também citou seis contas bancárias em nome da candidata e apontou suspeitas de fracionamento de valores. Segundo a Procuradoria, haveria indícios de utilização dessas estruturas para lavagem de dinheiro proveniente do tráfico. Essas são alegações apresentadas pelo órgão no processo.

Votos em áreas apontadas como controladas pelo CV

Outro ponto apresentado pelo Ministério Público Eleitoral foi a votação de Mariana nas eleições de 2024.

Segundo o MPE, 1.451 votos recebidos pela candidata, equivalentes a 81,3% da votação dela, foram registrados em bairros da Zona Norte do Rio apontados pela Procuradoria como áreas controladas pelo Comando Vermelho, incluindo regiões do Complexo da Penha. O órgão interpretou a concentração como um possível indicativo de “curral eleitoral” sustentado por coerção territorial.

O MPE também citou R$ 14 mil em doações feitas por dez pessoas. A própria Procuradoria ressalvou que esses dados, analisados isoladamente, não comprovam irregularidades.

Tentativa de aproximação com a política em Alagoas

No pedido de impugnação da candidatura, o MPE também citou um episódio envolvendo integrantes do Comando Vermelho em Alagoas.

Segundo o material divulgado sobre o caso, um áudio interceptado pela polícia em 2024 registra José Emerson da Silva, conhecido como “Nem Catenga”, apontado como outro chefe da facção e também escondido no Complexo da Penha, pedindo que Patrick de Almeida Silva, conhecido como “PTK”, se candidatasse a vereador em Maceió em nome do grupo.

Na gravação, segundo as informações apresentadas pelo MPE, Nem Catenga afirma que seria necessário ter “um representante” e “uma voz ativa” na política. PTK é um influenciador alagoano que pretendia disputar uma vaga de vereador em Maceió em 2024. Ele foi preso pela Polícia Civil de Alagoas em junho de 2026, quando se apresentava como pré-candidato a deputado.

O episódio foi citado pelo MPE como parte do contexto de possíveis tentativas de aproximação do Comando Vermelho de Alagoas com a política.

O que diz Mariana

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Mariana negou ter apoio do Comando Vermelho. A candidata também questionou a interpretação dada pelo MPE à votação que recebeu em 2024 e afirmou que estaria sendo criminalizada por morar em uma comunidade.

Segundo informações divulgadas pelo O Globo, a defesa de Mariana também contestou as acusações apresentadas no processo. Os demais citados na reportagem não foram localizados para comentar as acusações.

Decisão ainda pode ser contestada

Apesar do indeferimento pelo TRE-RJ, a situação eleitoral de Mariana ainda pode ser alterada. A decisão foi tomada em segunda instância eleitoral e pode ser contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O próprio TRE-RJ informa que cabe recurso das decisões.

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos

Aplicativo na Google Play Aplicativo na App Store
Aplicativo na App Store

Relacionadas