Bolsonaro pede ao STF autorização para receber barbeiro em casa durante prisão domiciliar
Defesa do ex-presidente afirma que profissional irá à residência exclusivamente para prestar serviços de barbearia

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para que o barbeiro Charlinston Borges Fernandes entre na residência onde ele cumpre prisão no próximo dia 30, uma quarta-feira. Segundo o pedido apresentado à Corte, a visita terá como finalidade exclusiva a prestação de serviços de barbearia.
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A solicitação ocorre em meio às regras estabelecidas para o acesso de terceiros à residência de Bolsonaro. Em decisão anterior, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado que a presença de pessoas que não são familiares no local depende de autorização prévia.
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No documento encaminhado ao STF, os advogados de Bolsonaro solicitaram autorização para a entrada de Charlinston Borges Fernandes no imóvel no dia 30.


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A defesa esclareceu que o profissional irá à residência exclusivamente para realizar o serviço de barbearia. O pedido, portanto, não trata de uma visita pessoal, mas da prestação de um serviço ao ex-presidente.
Como funcionam as visitas a Bolsonaro
No início de setembro, Alexandre de Moraes autorizou que cinco pessoas próximas a Bolsonaro realizassem visitas permanentes, além dos familiares. A medida também contemplou o sogro e o irmão do ex-presidente.
As visitas foram autorizadas para os períodos em que Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, estiver fora de casa em razão da campanha eleitoral para o Senado.
Já o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro continua impedido de visitar o pai, conforme a decisão mencionada no texto do R7.
Moraes também reforçou que a permanência de terceiros na residência é uma situação excepcional e depende de autorização prévia. Segundo a decisão, o acesso de profissionais de saúde e agentes de segurança oficiais responsáveis pela custódia de Bolsonaro está previsto nas regras.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar
Bolsonaro foi condenado no processo relacionado à chamada trama golpista a 27 anos e três meses de prisão. Depois de passar por uma cirurgia, o ex-presidente recebeu autorização para cumprir a pena em regime de prisão domiciliar.
