Mãe considera congelar óvulos de filha de 5 anos, com puberdade precoce desde os 10 meses
Sienna foi diagnosticada com puberdade precoce antes de completar um ano e já realiza tratamento mensal com injeções

Uma menina de 5 anos diagnosticada com puberdade precoce central aos 10 meses de vida pode ter os óvulos congelados no futuro. A possibilidade é considerada pela mãe, Sophie Dumas, de 41 anos, que teme que a condição possa afetar a fertilidade da filha.
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Sienna vive com a família em Londres, na Inglaterra, e faz tratamento hormonal para conter o avanço da puberdade. A previsão é que as aplicações continuem até os 11 ou 12 anos, dependendo da evolução da idade óssea. As informações são do New York Post.
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Diagnóstico e tratamento
A condição foi identificada por uma agente de saúde, que percebeu que o tecido mamário da bebê parecia aumentado durante uma visita à família. Sophie não havia notado alterações, já que a filha ainda era amamentada e tinha o biotipo robusto comum entre bebês.


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Após a suspeita, Sienna foi encaminhada a endocrinologistas pediátricos e passou por uma série de exames. Entre eles estavam testes de estimulação hormonal, com coleta de sangue, aplicação de hormônio sintético e novas medições do nível de LH, responsável por regular a puberdade.
Para conter o processo, Sienna recebe injeções mensais de um análogo de GnRH, medicamento que bloqueia temporariamente os sinais hormonais responsáveis pela puberdade.
"Às vezes ela aceita bem. Mas ainda há muitas ocasiões em que ela chuta, grita e se esconde. Como mãe, é um ato de amor saber que é o melhor para ela, mas por dentro isso te destrói", disse Sophie.
Preocupação com o futuro
Os efeitos da condição também aparecem no cotidiano da menina. Na escola, colegas chegaram a questionar as espinhas no rosto de Sienna, pensando que ela estava com catapora. A mãe conversou com a professora, que prometeu tranquilizar a menina e orientar os demais alunos.
"Sienna ficou confusa porque não sabia como explicar para as outras crianças que são tipos diferentes de espinhas, já que ela mesma não entende direito", contou Sophie.
A possibilidade de congelar os óvulos surgiu da preocupação da mãe com o futuro reprodutivo da filha. "Quando ela foi diagnosticada, eu temia que ela pudesse não conseguir ter filhos um dia, caso quisesse. Espero que os bloqueadores hormonais impeçam que a condição afete a fertilidade dela", afirmou.
Sophie pretende avaliar a possibilidade de preservar os óvulos como uma forma de ampliar as opções da filha quando ela for adulta. Enquanto isso, também busca preservar a infância de Sienna e planeja levá-la à Disneylândia no próximo ano.
Para outras famílias que passam por situações semelhantes, Sophie recomenda procurar orientação médica, mesmo quando os sinais parecem pequenos. "O único conselho que daria a outro pai ou mãe preocupado com qualquer coisa, mesmo que ache que vai parecer exagerado, é buscar orientação médica e até pedir uma segunda opinião", disse.
O que é a puberdade precoce
A puberdade precoce central é a ativação precoce do eixo hormonal principal (hipotálamo-hipófise-gônadas). Segue a sequência normal da puberdade natural (fisiológica), o cérebro começa a liberar o hormônio GnRH, que estimula a hipófise a produzir LH e FSH, que por sua vez fazem as gônadas (testículos ou ovários) trabalharem.
No caso da puberdade precoce, o cérebro começa a enviar os sinais que ativam a puberdade antes do período esperado, geralmente antes dos 8 anos em meninas e com ritmo progressivo. Sem tratamento, a condição pode fazer com que o desenvolvimento puberal aconteça anos antes do habitual e comprometer a estatura final, já que as placas de crescimento dos ossos amadurecem mais cedo.
