Justiça impõe medidas contra três torcidas organizadas após episódios de violência em AL
Decisões estabelecem restrições de até dois anos para presença em eventos esportivos
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) obteve, junto ao Juizado Especial Criminal e do Torcedor da Capital, medidas cautelares contra três torcidas organizadas envolvidas em episódios de violência relacionados a eventos esportivos no Estado. As representações policiais receberam parecer favorável do Ministério Público de Alagoas (MPAL).
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As decisões atingem a Mancha Azul, vinculada ao CSA; Comando Alvirrubro, ligada ao CRB; e a Torcida Jovem do Sport, do Sport Club do Recife.
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No caso da Mancha Azul, as medidas foram fundamentadas em uma série de ocorrências investigadas desde 2025. Entre os episódios citados pela Polícia Civil estão um confronto com agressões contra policiais militares no Estádio Rei Pelé, um ataque com artefato explosivo de fabricação caseira contra torcedores rivais no bairro do Poço, além de casos de perseguição, espancamentos e subtração de pertences de torcedores.
Com a decisão, a torcida e seus integrantes ficam impedidos de comparecer a eventos esportivos oficiais realizados em Alagoas pelo período de um ano. A determinação também alcança subgrupos associados à organizada, conhecidos como “bondes”, “tropas”, “zonas” e “frentes”.


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A Justiça determinou ainda a suspensão cautelar de 20 perfis no Instagram relacionados a esses agrupamentos.
Já as medidas contra o Comando Alvirrubro e a Torcida Jovem do Sport estão relacionadas aos confrontos registrados no Estádio Rei Pelé após a partida entre CRB e Sport, realizada em 15 de setembro de 2026.

Segundo a investigação, o episódio envolveu um tumulto de grandes proporções, com tentativas de invasão da área de contenção entre as torcidas, agressões e arremesso de objetos. Policiais militares também ficaram feridos durante a ocorrência.
No caso do Comando Alvirrubro, a representação policial identificou ainda a atuação de subgrupos denominados “pavilhões” e “bondes”, além de publicações em redes sociais relacionadas ao confronto. Seus integrantes também estão proibidos de frequentar eventos por um ano.
Para a Torcida Jovem do Sport, a decisão estabelece um período de dois anos de impedimento para que a torcida e seus membros, quando atuando de forma organizada, compareçam a eventos esportivos em Alagoas.
A restrição também inclui um perímetro de cinco quilômetros ao redor dos locais onde forem realizadas as partidas. Nesse espaço, fica proibido o uso de uniformes, faixas, bandeiras e outros elementos que identifiquem a torcida organizada.
A determinação, no entanto, preserva o direito do torcedor comum de frequentar os eventos utilizando exclusivamente símbolos oficiais do clube.
As cautelares adotadas para as três torcidas também estabelecem restrições relacionadas a concentrações e deslocamentos organizados e ao uso de elementos que identifiquem as agremiações e seus subgrupos.
De acordo com a Polícia Civil, as medidas não impedem o acesso individual de torcedores que não estejam atuando de forma organizada e utilizem exclusivamente os símbolos oficiais dos respectivos clubes.
As decisões são resultado de uma atuação conjunta entre a Polícia Civil de Alagoas, a Polícia Militar de Alagoas (PMAL), o Ministério Público de Alagoas e o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).
