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Acusados pela morte de mulher em comunidade terapêutica têm prisão decretada

Cláudia Pollyanne Farias morreu dentro de uma clínica em Marechal Deodoro.


				Acusados pela morte de mulher em comunidade terapêutica têm prisão decretada
Cláudia Pollyanne Farias de Sant'Anna morreu em uma clínica terapêutica em Marechal Deodoro. — Divulgação

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) determinou a prisão preventiva de Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, acusados pela morte de Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna, ocorrida dentro da Comunidade Terapêutica Luz e Vida, em Marechal Deodoro.

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A decisão foi tomada por maioria de votos pela Câmara Criminal do TJ-AL, durante sessão realizada nessa quarta-feira (23), após recurso apresentado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL).

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Inicialmente, a Justiça havia negado o pedido de prisão dos dois acusados. O Ministério Público recorreu da decisão e defendeu que eles deveriam ser presos durante o andamento do processo.

Entre os argumentos apresentados pelo MP estão a gravidade do caso, o risco de novos crimes e a necessidade de garantir que testemunhas possam prestar depoimento sem sofrer possíveis interferências.

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O relator do caso, desembargador João Luiz Azevedo Lessa, também considerou as circunstâncias em que a morte ocorreu, a situação de vulnerabilidade da vítima e a posição de autoridade ocupada pelos acusados dentro da comunidade terapêutica.

Morte de Cláudia Pollyanne

Cláudia Pollyanne estava internada na Comunidade Terapêutica Luz e Vida, administrada pelos dois acusados. Ela morreu em agosto do ano passado.

Segundo o laudo do exame cadavérico, a mulher sofreu traumatismo craniano e asfixia mecânica. O documento também apontou a presença de medicamentos em níveis considerados tóxicos no organismo, entre eles a carbamazepina.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Cláudia teria sido submetida a métodos violentos de contenção física, agressões e administração forçada de medicamentos.

O MPAL também apresentou ao Tribunal informações sobre outra ação penal envolvendo os mesmos acusados e a mesma comunidade terapêutica. Nesse processo, eles são acusados de supostas práticas de tortura e estupro contra internos da instituição.

Outro ponto considerado pelo Tribunal foi a situação das testemunhas do processo. Parte delas é formada por pacientes ou ex-pacientes da comunidade terapêutica, que estavam submetidos à estrutura de autoridade dos acusados.

Para o Ministério Público, essa relação poderia interferir na liberdade dos depoimentos e prejudicar a investigação e o andamento do processo.

A Câmara Criminal entendeu que outras medidas, como restrições de contato ou outras alternativas à prisão, não seriam suficientes para evitar os riscos apontados no processo.

Com a decisão, foram determinados os mandados de prisão preventiva contra os dois acusados.

A prisão preventiva é uma medida adotada durante o processo e não significa que os acusados foram considerados culpados de forma definitiva. O caso ainda será analisado pela Justiça.

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