PC identifica jangadeiro denunciado por importunação sexual na orla de Maceió
Suspeito foi intimado e deve prestar depoimento nesta quarta-feira; vítima já foi ouvida

A investigação sobre a denúncia de importunação sexual durante um passeio de jangada nas piscinas naturais de Pajuçara, em Maceió, avançou. A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) já identificou o jangadeiro apontado pela vítima e marcou para esta quarta-feira (23) o depoimento do profissional, que nega a acusação. O fato ocorreu no último dia 13 e se tornou público no dia 17.
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A atualização foi divulgada pela delegada Lucimônica, da Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur), que acompanha o caso. Segundo ela, a vítima já prestou depoimento e detalhou à polícia o que teria acontecido durante o passeio.
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Conforme o relato apresentado à investigação, o turista estava sozinho na jangada quando o profissional teria iniciado comentários de cunho sexual. Em determinado momento, segundo a vítima, o jangadeiro teria pedido que ela se sentasse próxima a ele e, posteriormente, tocado suas costas sem consentimento.
Ainda de acordo com o depoimento, o turista teria pedido que não fosse tocado e, posteriormente, ficou constrangido ao ser levado para uma área das piscinas naturais onde não havia outras pessoas. A vítima relatou ainda que o jangadeiro teria feito outro convite de cunho íntimo, o que aumentou o desconforto e o temor durante o passeio.


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Após pedir para retornar a uma área com mais pessoas, o turista decidiu encerrar o passeio e, posteriormente, procurou autoridades e divulgou o caso para alertar outros visitantes.
"O profissional já foi localizado e intimado pela Polícia Civil. Ele afirmou que trabalha com o transporte de passageiros em jangadas desde os 14 anos e nega que tenha cometido qualquer ato de importunação sexual. A versão, no entanto, será formalmente apresentada durante depoimento marcado para esta quarta-feira", explicou a delegada Lucimônica em entrevista à TV Pajuçara.
A partir das duas versões e dos demais elementos que possam ser reunidos, a investigação deverá esclarecer as circunstâncias do episódio.
Caso os fatos sejam comprovados e haja enquadramento pelo crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, a pena estabelecida é de um a cinco anos de reclusão.
A DPTur também orienta turistas a evitar confronto direto quando estiverem sozinhos durante passeios náuticos e se sentirem ameaçados ou constrangidos.
"A recomendação é solicitar o retorno à área de embarque e, assim que estiverem em segurança, procurar imediatamente a polícia", informou a delegada.
