Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por faltas injustificadas
Ex-deputado federal exercia o cargo de escrivão da Polícia Federal e mora desde 2025 nos EUA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública publicou portaria nesta segunda-feira (21) efetivando a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão na Polícia Federal.
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A motivação alegada pelo governo federal foi de “infração disciplinar de abandono de cargo” por “faltar ao serviço injustificadamente por período superior a trinta dias consecutivos”.
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O filho de Jair Bolsonaro (PL) se mudou para os Estados Unidos em fevereiro de 2025 e, recentemente, em julho, obteve o “green card” para morar no país.
Eduardo precisaria retornar ao Brasil para manter o posto de escrivão da Polícia Federal. A função não poderia ser desempenhada de maneira remota.


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Desde que assumiu o mandato como deputado federal, Eduardo não recebia salário como escrivão. Ele foi afastado do posto de parlamentar em 2025.
O filho de Jair Bolsonaro entrou para a Polícia Federal em 2010 como escrivão. A remuneração inicial da carreira pública é de R$ 14 mil.
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) já formou maioria para manter a condenação de Eduardo por coação no curso do processo da tentativa de golpe de Estado.
A pena é de 4 anos e 2 meses pela atuação do ex-deputado federal nos Estados Unidos junto ao governo de Donald Trump.
A Corte condenou Eduardo porque teria atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar por sanções contra ministros do STF e contra o Brasil, na tentativa de beneficiar o pai.
