Renan Filho liga R$ 2 milhões a compra de votos e caixa dois: “Que a Justiça investigue”
Candidato citou contrato de empresa que presta serviços à Prefeitura de Maceió; acusações ainda são apuradas pelas autor
O candidato ao Governo de Alagoas Renan Filho (MDB) relacionou, neste sábado (19), os R$ 2 milhões apreendidos em espécie a uma possível compra de votos e ao caixa dois eleitoral. À Gazeta, a campanha de JHC classificou as declarações como uma “ilação” e afirmou que não existe prova de ligação entre o dinheiro e a campanha do ex-prefeito de Maceió. Clique aqui e leia a nota na íntegra.
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Segundo autoridades envolvidas na investigação, a empresa citada no caso é a Ceilurb Ltda., antiga Vasconcelos e Santos Ltda., que mantém contrato para a gestão do parque de iluminação pública de Maceió.
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O delegado Igor Diego, diretor da Dracco, informou que os dois funcionários declararam em depoimento que trabalham para uma empresa que presta serviços de iluminação à Prefeitura de Maceió. O vínculo informado por eles ainda é verificado oficialmente pela Polícia Civil.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan relacionou o dinheiro a um representante da prestadora de serviços. “Esses recursos foram apreendidos com o representante de uma empresa que presta serviço à Prefeitura de Maceió”, declarou.


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“É muito importante que a Justiça Eleitoral esteja atenta, fiscalize e investigue, porque isso é compra de voto, isso é caixa dois em campanha”, acusou Renan. Até o momento, a investigação policial não apresentou conclusão sobre a origem, o destino ou eventual finalidade eleitoral do dinheiro.

O candidato também citou o contrato da empresa e afirmou que o valor foi ampliado em mais de R$ 200 milhões por meio de um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), assinado três dias antes de JHC deixar a Prefeitura de Maceió. “Nesse Termo de Ajustamento de Gestão, o contrato dessa empresa subiu mais de R$ 200 milhões”, disse.
Os documentos do TAG mostram que o Município reconheceu um passivo de R$ 212,2 milhões. Desse total, R$ 60,7 milhões, equivalentes a 28,6%, referem-se a diferenças de reajuste sobre processos já pagos. Outros R$ 151,4 milhões, ou 71,4%, correspondem a processos pendentes de pagamento, já com reajuste. O acordo foi fechado em R$ 200 milhões, parcelados em cinco anos. O contrato original, assinado em 2022, previa R$ 48 milhões para 12 meses.

Ao intensificar os ataques, Renan associou as suspeitas ao histórico político da família do adversário. “Esse tipo de prática não dá mais, é o que há de mais velho. O JHC virou sigla para esconder a história de João Caldas, que é o pai dele, mas a prática é a mesma”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, os dois homens abordados prestaram depoimento e foram liberados, mas permanecem sob investigação. Os nomes deles não foram divulgados oficialmente. Os R$ 2 milhões, o veículo utilizado, celulares, documentos e talões de cheque ficaram apreendidos. A Dracco apura a origem e o destino dos recursos, a sequência de saques em espécie e a possível ocorrência de crime eleitoral.
