Racismo: “cativeiro” aparece junto ao nome de paciente em clínica na Ponta Verde; médico é autuado
Christiane da Fonseca e o marido, Rafael Gonzaga, relataram o caso à Polícia Militar e denunciaram o episódio nas redes sociais

Uma mulher identificada como Christiane da Fonseca denunciou um caso de racismo após ter o nome exibido em um painel de chamada acompanhado da palavra “cativeiro”, em uma clínica localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O caso aconteceu nessa sexta-feira (18), enquanto ela aguardava atendimento médico.
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Christiane e o marido, Rafael Gonzaga, de 47 anos, relataram o episódio aos policiais que foram acionados para atender à ocorrência. Nas redes sociais, Rafael também contou detalhes do que teria acontecido dentro da clínica.
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Segundo o relato dele, dois pacientes foram chamados anteriormente para a “Sala VIP”, enquanto uma mulher teria sido encaminhada para “o Cafofo”. Quando chegou a vez de Christiane e Rafael, o casal teria sido chamado para “o Cativeiro”. Rafael afirmou que os dois são negros e que a situação ocorreu diante de outras pessoas.
Ainda conforme o relato publicado pelo marido, ele questionou o médico imediatamente e afirmou que aquilo não era uma brincadeira. Segundo Rafael, o profissional teria respondido que foi ele quem escolheu o termo e que queria “alegrar a nossa sexta-feira”.


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Militares do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM) foram enviados ao estabelecimento para verificar a denúncia. De acordo com a PM, o médico negou ter atendido Christiane e afirmou que nunca a havia visto. Ele também declarou que a palavra exibida no painel não fazia referência a pessoas negras.
Os envolvidos foram encaminhados à Central de Flagrantes, no bairro do Tabuleiro do Martins. Na unidade policial, o médico foi autuado pela Polícia Civil pelo crime de racismo.
Rafael afirmou ainda que ele e a esposa prestaram depoimento e que o caso deverá ser encaminhado à Delegacia de Crimes contra Minorias (COD).
A Polícia Militar não divulgou o nome da clínica nem a identidade do médico envolvido no caso.
