Flávio vê "ato de desespero" em Bolsa Família e diz que medida é ilegal
Senador refutou também acusações de suposto custeio dos EUA à campanha à Presidência

Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência, reagiu ao reajuste do valor do programa Bolsa Família, anunciado na manhã desta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Durante ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia, o postulante criticou a medida e definiu o aumento no valor do benefício como um "ato de desespero" do mandatário.
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"Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições. Ele acha que vai enganar alguém dezessete dias antes das eleições. Ele sabe que isso não pode”, afirmou.
Em evento no Palácio do Planalto nesta manhã, Lula disse que o piso do benefício vai passar de R$ 600 para R$ 691 e o novo valor começará a ser pago em outubro. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.


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Durante entrevista no local, Flávio também repercutiu as notícias de um suposto custeio estrangeiro à própria campanha e refutou as acusações. Ainda nesta quinta-feira, a CNN Brasil mostrou que o governo americano exigiu, em um documento do ano passado, que "dissidentes políticos" pudessem concorrer na eleição deste ano.
"Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição está disputando a eleição, a gente vai ganhar a eleição com as regras que estão aí", disse. "Eu vou me aproximar de grandes potências, que são grandes democracias que usam a sua potência para transformar riquezas para o país."
O documento foi recebido por Mauro Vieira em 16 de outubro de 2025, quando ele estava em Washington para se encontrar presencialmente com o secretário de Estado, Marco Rubio, e o chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer.
O texto sugeria temas que poderiam ser incluídos na pauta da reunião entre o chanceler brasileiro e representantes do Departamento de Estado.
Outros pedidos americanos incluíam a adesão do Brasil ao "princípio da neutralidade competitiva" sobre o papel do Banco Central como regulador e supervisor dos meios de pagamento eletrônico, como o Pix.
