Retaliação ou queima de arquivo? Veja o que está por trás da execução de menor em Maceió
PC apura se morte de Mateus Fernandes, 17 anos, tem relação com intimação recebida horas antes para depor

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) tenta esclarecer o que pode estar por trás da execução de Mateus Fernandes Ursolino, de 17 anos, morto a tiros dentro da própria residência, no bairro Santa Amélia, em Maceió. Entre as principais linhas investigadas estão a possibilidade de retaliação ou de uma “queima de arquivo”.
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O que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de o adolescente ter recebido, horas antes de ser assassinado, uma intimação judicial para prestar depoimento em um caso de tentativa de homicídio. A Polícia Civil apura se existe alguma ligação entre o depoimento que Mateus deveria prestar e a execução.
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Segundo o delegado Ícaro Nascimento, a hipótese de retaliação ou “queima de arquivo” está entre as possibilidades consideradas pela investigação, mas ainda não há elementos suficientes para confirmar a motivação. Outras linhas também continuam sendo analisadas.
A investigação conta com imagens de câmeras de segurança instaladas na região. Conforme o delegado, um homem encapuzado chegou à residência em um Gol branco, arrombou o portão e se identificou como policial antes de perguntar por Mateus.


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O adolescente estava dentro da casa acompanhado da mãe quando o suspeito efetuou os disparos. Informações iniciais apontam que Mateus foi atingido por cerca de 15 tiros e morreu ainda no local.
Após o crime, o suspeito fugiu e ainda não foi localizado. A autoria também permanece sem identificação.
Agora, a Polícia Civil concentra esforços não apenas em descobrir quem matou Mateus, mas principalmente em entender se a intimação recebida horas antes tem relação com a execução. A perícia e a análise das imagens de segurança fazem parte das diligências para reconstruir a dinâmica do crime e identificar o responsável.
