Condomínio sob risco de interdição tem 40 caixas elétricas em situação crítica
Defesa Civil identificou problemas nos equipamentos durante vistoria; substituição foi orçada em R$ 240 mil
A Defesa Civil de Maceió realizou, nesta terça-feira (15), uma vistoria técnica no Residencial Lúcio Costa, no bairro de Petrópolis, e identificou problemas nos 40 quadros de distribuição elétrica instalados no conjunto. O condomínio, que já havia sido apontado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) como sob risco de interdição, apresenta falhas que podem favorecer curtos-circuitos e princípios de incêndio.
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A inspeção foi realizada a pedido do MPAL, que instaurou um inquérito civil público para buscar a regularização das condições de segurança do residencial. O conjunto tem mais de 20 anos de construção, 20 blocos e 320 apartamentos.
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Segundo a avaliação preliminar da Defesa Civil, os quadros de distribuição não atendem aos parâmetros estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os equipamentos ficam nas entradas dos blocos e recebem a energia que chega da rede externa para fazer a distribuição interna.
Entre os problemas identificados está o uso de madeira na parte traseira dos quadros, além do desgaste das estruturas metálicas, portas danificadas e improvisos nos sistemas de fechamento. De acordo com a Defesa Civil, as condições atuais favorecem a ocorrência de curtos-circuitos e princípios de incêndio.


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O órgão informou que vai elaborar um relatório técnico com os registros da vistoria e as recomendações necessárias para eliminar ou reduzir os riscos. O documento será encaminhado ao Ministério Público de Alagoas e deverá subsidiar as próximas medidas no caso.
Substituição das caixas custa R$ 240 mil
Os moradores afirmam não ter condições financeiras para arcar com a substituição dos 40 equipamentos. O serviço foi orçado em aproximadamente R$ 240 mil.
O subsíndico do residencial relatou que acidentes envolvendo a rede elétrica já foram registrados. Um dos casos envolveu uma explosão, com queima de fiação e danos em uma residência.
Diante dos riscos, os moradores cobram uma solução para o problema. A preocupação é que um novo acidente possa atingir pessoas que vivem no condomínio, principalmente crianças.
Audiência acontece no dia 30
O Ministério Público de Alagoas marcou uma audiência para o dia 30 de setembro, com a participação dos órgãos e instituições envolvidos no caso. O objetivo é discutir uma solução para a realização das intervenções necessárias no residencial.
Em reuniões anteriores, a Equatorial Alagoas informou que sua responsabilidade técnica e financeira se limita à rede elétrica externa. A concessionária sustenta que as instalações internas, após o ponto de entrega de energia, são de responsabilidade dos consumidores e que reparos ou adequações nesses equipamentos não são de sua competência.
A Caixa Econômica Federal também informou que não possui responsabilidade operacional sobre o residencial. Segundo a instituição, a gestão, a manutenção e a conservação das áreas comuns são de responsabilidade do condomínio.
Já a Prefeitura de Maceió informou anteriormente que possui recursos para a manutenção de redes e vias públicas, mas que há impedimento legal para utilizar esses recursos em propriedades privadas.
A TV Gazeta procurou novamente a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.
