Brasil vence Argentina e se classifica para as Olimpíadas de Los Angeles
Seleção conquistou a vaga olímpica em casa, no Maracanãzinho, com o título do Sul-Americano

Dia especial para o vôlei feminino brasileiro! Neste domingo (13), a Seleção venceu o clássico contra Argentina por 3 sets a 0, conquistou o Sul-Americano e, com isso, garantiu vaga antecipada nas Olimpíadas de Los Angeles 2028. A partida disputada em um lotado Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, terminou nas parciais 26/24, 25/19 e 25/16.
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A Seleção Brasileira feminina de vôlei irá disputar a 13ª Olimpíada de sua história em busca do terceiro ouro - Pequim 2008 e Londres 2012. Será a sétima de José Roberto Guimarães como técnico à frente da equipe. O time terminou o torneio continental invicto - cinco vitórias em cinco jogos - e sem perder sets. A Colômbia, com sete pontos, ficou com o terceiro lugar.
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Classificado para a Copa do Mundo, que acontece apenas em setembro de 2027, o Brasil terá um ano sabático pela frente. Além da Seleção, Estados Unidos, Canadá, Tailândia, Egito e Turquia já estão classificados para os Jogos Olímpicos no vôlei feminino.
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Bianca Cugno, oposta argentina foi a maior pontuadora da partida, com 16 acertos. Do lado verde-amarelo, quem mais pontuou foi Gabi, com 13. O destaque do duelo ficou também com Taianara. A oposta foi titular pela primeira vez no Sul-Americano e correspondeu à altura de substituir Rosamaria, jogadora da posição que se lesionou ao longo do campeonato.
Primeiro set
O duelo começou logo com ace de Roberta, inflamando o Maracanãzinho. Em resposta, Bianca Cugno marcou o primeiro da Argentina. Demonstrando muita vontade em quadra e com um bom trabalho de defesa, a Seleção abriu 4 a 2, mas erros levaram as hermanas ao empate. Elas viraram no 8 a 7, após ace de Mayer. A Argentina abriu 10 a 7, e, quando as visitantes chegaram ao 13 a 9, Zé Roberto parou o jogo pela primeira vez.
Com a "casa arrumada", o Brasil melhorou e diminuiu a diferença para um ponto (14 a 13) após ace de Luzia. Depois de tempo técnico argentino, a central sacou para fora. Com brilho de Ana Cristina, a Seleção empatou no 16 a 16 e virou em erro de Herrera. Em uma reta final acirrada, a Argentina voltou a igualar o placar no 19 a 19. Em ponto de Gabi na paralela, o Brasil chegou à "casa dos 20" primeiro. No lugar de Luzia, Marcelle entrou para sacar no 22 a 21, e a bola ficou na rede, entregando o empate às adversárias. Logo no ponto seguinte, inversão 5x1: Vivian no lugar de Tainara e Sabrina no de Roberta. No 24 a 24, ela foi desfeita. Concentrado mesmo após desperdiçar dois set points, o Brasil venceu a parcial por 26 a 24.
Segundo set
A segunda parcial começou com ponto do Brasil, em ataque de Luzia pelo meio. Em uma reta inicial de rallys acirrados, a Argentina, potente nos ataques, abriu 6 a 3. Sob vaias, Herrero foi para o saque e errou. Na sequência, Bianca Cugno ficou no bloqueio de Luzia, e a Seleção empatou no 6 a 6 após falha da levantadora adversária. No 8 a 6 para a Argentina, Julia Bergmann foi acionada para a vaga de Ana Cristina e ovacionada pelos torcedores. A Seleção virou no 9 a 8 e abriu três de vantagem - 11 a 8 - em passagem de Roberta pelo saque. No 14 a 9, Facundo Morando pediu tempo técnico.
Na volta, o Brasil seguiu no comando numérico, ainda que com uma melhora argentina na eficiência dos ataques. Empurrado pela torcida, o time de Zé Roberto, com brilho de Gabi, abriu quatro pontos de distância no 16 a 20 e chegou ao 21º com Luzia parando Bianca Cugno na rede. A Argentina diminuiu a vantagem para três - 22 a 19. Sob ameaça, o técnico brasileiro parou o jogo e, no retorno, dois pontos seguidos de Tainara deram o set point para o Brasil. Um ace de Gabi deu a vitória para o lado verde-amarelo por 25 a 19.
Terceiro set
Para a terceira parcial, Julia Bergmann seguiu em quadra. Foi dela o terceiro ponto do Brasil no set, no momento em que a Argentina construía uma sequência importante (5 a 2). No rally seguinte, Gabi salvou uma bola sensacional com o pé, e a Seleção fechou com bloqueio de Bergmann. Embalado, o time de Zé Roberto logo chegou à virada - 6 a 5 - em passagem de Tainara pelo saque. A partir daí, o Brasil seguiu na frente e abriu 15 a 12 em ataque de Diana. Os dois pontos seguintes também foram dela, ambos de bloqueio. Confortável, a equipe verde-amarela chegou "casa dos 20" com sete de vantagem. Sem sustos na reta final, o Brasil fechou a parcial em 25 a 16 e venceu a Argentina por 3 sets a 0, conquistando o título do Sul-Americano.
