Câmera no colete e arma apreendida: PC investiga morte de mulher durante abordagem no Jacintinho
Polícia Civil apura se houve excesso na atuação do militar; versão preliminar aponta que mulher teria tentado retirar arma do policial antes do disparo

A Polícia Civil de Alagoas informou nesta terça-feira (8) que investiga as circunstâncias da morte de Amanda Ruane Lopes da Silva, de 32 anos, atingida por um disparo durante uma ocorrência policial no Jacintinho, em Maceió, nesse sábado (5). A apuração terá como peças importantes a arma usada pelo policial militar e uma câmera que estava presa ao colete dele, ambas apreendidas pelos investigadores.
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A investigação está sob responsabilidade do delegado Igor Diego, da Divisão Especial de Investigação Criminal (Deic), vinculada à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), e conta também com delegados e policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Civil, a determinação é para que seja feita uma apuração ampla sobre a dinâmica da ocorrência e sobre a conduta do militar.
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As informações preliminares indicam que policiais militares foram até as proximidades da Grota do Cigano após informes de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública apontarem a presença de suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.
Segundo a versão apurada até o momento, os homens abordados teriam fugido e passaram a ser perseguidos pelos policiais que faziam a incursão. Um dos militares, responsável pela condução da viatura, permaneceu próximo ao veículo.


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Foi nesse momento que algumas mulheres teriam se aproximado e questionado a ação policial. De acordo com os relatos já colhidos pelos investigadores, uma delas teria avançado contra o militar e tentado retirar a arma de fogo dele. Durante a situação, ocorreu o disparo que atingiu Amanda.
A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Conforme informado anteriormente, Amanda era prima de um dos homens envolvidos na ocorrência e deixa dois filhos.
A Polícia Civil agora tenta determinar se o disparo ocorreu dentro dos parâmetros legais ou se houve algum tipo de excesso na atuação policial. Todos os militares envolvidos na ocorrência já foram ouvidos.
A arma utilizada pelo policial foi apreendida e será submetida à perícia. Os investigadores também recolheram uma câmera que estava no colete do militar. Segundo a Polícia Civil, o equipamento pertence ao próprio policial e não é uma câmera institucional fornecida pela Polícia Militar ou pelo Governo do Estado.
As equipes também realizam diligências para localizar imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da ocorrência. Testemunhas, mulheres que estavam no local e familiares de Amanda também deverão ser ouvidos para auxiliar na reconstrução dos fatos. Igor Diego informou ainda que foi criada uma comissão formada por policiais civis e delegados da Dracco e da DHPP para trabalhar conjuntamente na investigação.
