Fleming participa do Grito dos Excluídos e cobra rigor sobre morte de Amanda
Candidato ao Senado defendeu direitos sociais durante ato em Maceió

O candidato ao Senado Alexandre Fleming (UP) participou, nesta segunda-feira (7), da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, em Maceió. O ato reuniu partidos de esquerda, sindicatos, estudantes e movimentos sociais.
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A concentração ocorreu na Praça Sinimbu. Após o desfile oficial do Dia da Independência, os participantes seguiram em caminhada até a Avenida da Paz, defendendo pautas relacionadas à terra, moradia, soberania nacional, direitos trabalhistas e proteção das mulheres.
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Durante a mobilização, Fleming afirmou que a independência do país também deve ser associada ao acesso da população a direitos básicos.
“Não existe independência verdadeira quando milhões de pessoas ainda não têm acesso à moradia, ao trabalho digno, à educação, à saúde e ao saneamento. O Grito dos Excluídos mostra que o 7 de Setembro também é um dia de luta contra a desigualdade e por soberania popular”, declarou.


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O candidato também defendeu o fim da escala de trabalho 6 por 1, a redução da jornada para 36 horas semanais sem diminuição salarial, a taxação dos mais ricos, a valorização dos serviços públicos e a ampliação das políticas de moradia, emprego e renda.
Durante o ato, Fleming cobrou uma investigação rigorosa sobre a morte de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos. Mãe de dois filhos, ela foi atingida por um disparo efetuado por um policial militar durante uma abordagem na Comunidade Aldeia do Índio, na região da Grota do Cigano, no Jacintinho, na noite de sábado (5).
“Amanda foi morta por um tiro disparado por um agente do Estado. Isso exige uma investigação rigorosa, independente e transparente. Todas as imagens e provas precisam ser preservadas, o policial envolvido deve ser afastado preventivamente e, ao final do devido processo legal, os responsáveis devem ser punidos”, afirmou Fleming.
Fleming defendeu ainda o uso obrigatório de câmeras corporais, o fortalecimento do controle externo da atividade policial e a responsabilização dos agentes em casos de abuso.
“Alagoas precisa romper com um modelo de segurança de altíssima letalidade e pouca resolutividade, que atinge principalmente a população pobre, negra e periférica”, declarou.
Ao encerrar sua participação, o candidato afirmou que sua campanha permanecerá ligada às reivindicações dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens e dos movimentos sociais.
“Participar do Grito dos Excluídos é reafirmar de que lado estamos. Em Alagoas, lutar por independência também significa enfrentar as oligarquias, defender os direitos do povo e construir uma alternativa política verdadeiramente popular”, concluiu.
