Quem era Amanda Ruanny, mãe de dois meninos morta após tiro disparado por PM em Maceió
Vítima tinha 32 anos, trabalhava, era torcedora apaixonada pelo CRB e costumava publicar vídeos dançando; testemunhas dão versão diferente da apresentada pela Polícia Militar sobre o disparo

Amanda Ruanny Lopes da Silva, de 32 anos, era mãe de dois meninos, trabalhava e torcia apaixonadamente pelo CRB. Ela também tinha na dança uma das formas de expressar sua personalidade e costumava publicar vídeos dançando nas redes sociais. Amanda morreu após ser atingida por um tiro disparado por um policial militar durante uma ocorrência no Jacintinho, em Maceió, na noite desse sábado (5).
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

Os vídeos de Amanda dançando aparecem com frequência entre as publicações feitas por ela. Os registros mostram uma mulher que gostava de música, dança e de compartilhar momentos descontraídos da própria rotina.
Leia também
A vida em família também ocupava espaço nas redes sociais. Amanda publicava registros ao lado dos dois filhos, ainda menores de idade, e momentos de lazer vividos com eles.
A paixão pelo CRB era outro aspecto marcante das publicações. Em um dos registros, Amanda aparece com os filhos durante uma partida do clube. Ela costumava demonstrar o carinho pelo time alagoano nas redes sociais.


Motorista de aplicativo é atacado a tesouradas após discussão por pagamento da corrida

Homem é preso com pistola na cintura durante abordagem da PM em Arapiraca

VLT chegará à porta da Ufal e atenderá 11 bairros de Arapiraca, diz Luciano

Arapiraca prepara bilhete único válido por 24 horas para integração com o VLT
Além da maternidade, da paixão pelo futebol e da dança, Amanda conciliava a rotina familiar com o trabalho.
Após a confirmação da morte, familiares e amigos passaram a publicar mensagens de despedida e homenagens nas redes sociais. Os vídeos e fotos compartilhados por Amanda também passaram a receber comentários de pessoas que lamentaram a morte da torcedora, mãe e trabalhadora.
Família contesta versão sobre o disparo
Familiares de Amanda apresentam uma versão diferente da registrada pela Polícia Militar sobre o que aconteceu antes do disparo.
Segundo a família, Amanda teria questionado o policial depois que uma familiar foi tratada de forma ofensiva pelo agente, que teria usado o termo "rapariga". Amanda teria perguntado por que ele tratava a mulher daquela maneira.
Ainda conforme o relato da família, Amanda questionou o policial sobre a forma como ele havia tratado a familiar. Nesse momento, o policial já estaria alterado. A família afirma que ele teria empurrado Amanda e, em seguida, efetuado o disparo.
A família afirma que Amanda foi baleada na porta de casa e teria colocado a mão no peito após ser atingida. Ela teria olhado para o policial e caído logo depois. Conforme o relato, apenas um disparo foi feito contra ela.
Depois do tiro, outros policiais que estavam no local teriam ficado assustados e se aproximado para tentar socorrer Amanda.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram os militares colocando Amanda desacordada na viatura.
Versão da Polícia Militar
Segundo o registro da ocorrência, os policiais realizavam a detenção de um homem que estaria em posse de drogas. Ele seria primo de Amanda.
Enquanto parte da guarnição permanecia com o suspeito, um policial ficou próximo à viatura. Conforme o relato oficial, um grupo de mulheres teria avançado contra o agente e tentado tomar sua arma.
O militar afirmou ter efetuado o disparo para proteger a própria integridade física após se sentir ameaçado.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas informou que os policiais não chegaram à comunidade efetuando disparos.

