Kiev denuncia ataques a aeroportos antes de visita dos EUA
Ofensiva russa ocorre na véspera da chegada à capital ucraniana de enviados de Trump

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, denunciou neste sábado (05/09) ataques russos realizados durante a noite contra os dois aeroportos de Kiev, onde é esperada neste domingo a visita de dois representantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir formas de encerrar a guerra.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

"Está claro que esses ataques russos aos aeroportos são uma reação às conversas e aos preparativos para que a delegação americana possa viajar à Ucrânia por via aérea, aterrissando nos aeroportos de Kiev ou de Boryspil", afirmou Zelenski.
Leia também
O mandatário acrescentou que, do lado ucraniano, não haveria "nenhuma ameaça à diplomacia".
Enviados de Trump


Motorista de aplicativo é atacado a tesouradas após discussão por pagamento da corrida

Homem é preso com pistola na cintura durante abordagem da PM em Arapiraca

VLT chegará à porta da Ufal e atenderá 11 bairros de Arapiraca, diz Luciano

Arapiraca prepara bilhete único válido por 24 horas para integração com o VLT
Trump anunciou na sexta-feira o envio de seus emissários Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou e Kiev neste fim de semana, levando uma proposta para pôr fim ao conflito na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos.
Os mediadores americanos haviam solicitado garantias de segurança de ambos os lados do conflito; na sequência, Zelenski havia anunciado uma suspensão temporária dos ataques aéreos em território russo.
"A Rússia deve fazer o mesmo... Nosso objetivo é que a visita e as negociações com o lado americano sejam o mais construtivas e substantivas possível", ressaltara, em seu habitual pronunciamento à nação.
Um alto funcionário ucraniano informou à agência de notícias AFP que a chegada dos enviados a Kiev era esperada para domingo.
O site americano Axios informou que eles se reuniriam primeiro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, neste sábado, e depois com Zelenski, em Kiev, no domingo.
Kushner e Witkoff já em Moscou
Segundo a agência de notícias russa Tass, Witkoff e Kushner chegaram a Moscou neste sábado em um avião especial, para reunião marcada com o presidente Putin.
A aeronave pousou no Aeroporto Vnukovo, em Moscou, de onde os enviados seguiram por terra até o Kremlin.
Eles foram recebidos pelo enviado do Kremlin para cooperação econômica com os EUA, Kirill Dmitriev, que realizou inúmeras reuniões com Witkoff nos últimos 18 meses, tanto nos EUA quanto na Rússia.
O avião entrou no espaço aéreo russo vindo da Finlândia menos de duas semanas após a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou — sua primeira visita desse tipo desde o início da guerra na Ucrânia.
Última visita a Moscou em setembro
Os enviados do presidente americano, Donald Trump, não viajavam a Moscou desde janeiro passado e nunca visitaram Kiev, apesar da insistência de Zelenski.
Trump reconheceu na noite de sexta que seus enviados "levam uma proposta para acabar com a guerra. Porque eu acabei com oito guerras".
O presidente russo, Vladimir Putin, expressou disposição em receber Witkoff e Kushner, mas até agora rejeitou uma possível cúpula tripartite envolvendo EUA e Ucrânia, a menos que o objetivo seja assinar um acordo de paz definitivo.
As negociações russo-ucranianas estão paralisadas desde fevereiro passado, quando teve início a operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã.
