Ibama autoriza Petrobras a perfurar novos poços na Margem Equatorial
Decisão do Ibama, assinada nesta quinta-feira (3) pelo diretor-geral da agência, Jair Schmitt, exige que a Petrobras apr

O órgão federal ambiental Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) autorizou a Petrobras a perfurar mais três novos poços exploratórios na Margem Equatorial, em águas ultraprofundas do Amapá, de acordo com um documento visto pela Reuters nesta sexta-feira (4).
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A medida representa um avanço nos esforços da empresa para produzir petróleo nessa área ambientalmente sensível na costa amazônica do Brasil, já que os novos poços são fundamentais para determinar se a recente descoberta de petróleo da Petrobras na região é comercialmente viável.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a descoberta de petróleo no mês passado. Ele viajou para o Estado de Amapá, no norte do país, dias depois, para saudá-la como “um passaporte para o futuro deste país”.
O empenho da Petrobras em explorar a Margem Equatorial gerou debate no governo de Lula, colocando as preocupações ambientais em contraponto ao argumento da empresa de que precisa reabastecer suas reservas.


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Se a descoberta for comercialmente viável, a produção poderia começar dentro de sete anos, afirmou anteriormente a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
A região é geologicamente semelhante aos blocos na Guiana, onde a ExxonMobil está desenvolvendo enormes campos de petróleo. A área faz parte da Margem Equatorial do Brasil, que a Petrobras considera sua fronteira de exploração mais promissora.
A decisão do Ibama, assinada nesta quinta-feira pelo diretor-geral da agência, Jair Schmitt, exige que a Petrobras apresente um cronograma de perfuração atualizado no prazo de 30 dias após o recebimento da licença.
O documento também estabelece condições para que a Petrobras mantenha a licença, incluindo a atualização da análise de riscos ambientais do projeto.
No início deste ano, houve vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço, o que gerou preocupações entre os povos indígenas quanto ao impacto que um boom petrolífero poderia ter em um Estado ainda amplamente coberto pela floresta amazônica intocada.
