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Caixa se manifesta sobre dívida do Corinthians pela Neo Química Arena

Instituição apresentou sua versão sobre os valores envolvidos no financiamento do estádio


				Caixa se manifesta sobre dívida do Corinthians pela Neo Química Arena
Neo Química Arena, estádio do Corinthians, é alvo de apuração do Ministério Público de São Paulo. (Foto: Guilherme Lesnok/Lance!)

A Caixa Econômica Federal divulgou uma nota em resposta ao procedimento administrativo preparatório aberto pelo Ministério Público de São Paulo para apurar se o banco cobrou valores indevidos do Corinthians relacionados à dívida da Neo Química Arena.

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Segundo posicionamento da empresa, afirmou que o contrato de financiamento firmado com o Corinthians seguiu a legislação vigente e as normas do Banco Central e do Sistema Financeiro Nacional.

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O banco também destacou que a contratação, em 2013, e a renegociação, em 2022, passaram por assessoramento técnico e jurídico e pelos processos de governança das duas partes. Por conta do sigilo bancário, a Caixa disse que não pode comentar detalhes da operação.

Veja abaixo a nota completa da Caixa

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— A CAIXA informa que o contrato de financiamento firmado com o Sport Club Corinthians observou rigorosamente a legislação vigente, as normas do Banco Central do Brasil e do Sistema Financeiro Nacional, não havendo qualquer aspecto da operação que extrapole o regime jurídico aplicável a contratos dessa natureza.

A contratação original, de 2013, e a renegociação concluída, em 2022, foram submetidas e acompanhadas por efetivo assessoramento técnico e jurídico da CAIXA e do Corinthians, bem como aprovadas por rigorosas regras de governança, de ambos os lados.

A CAIXA ressalta, ainda, que informações específicas sobre operações de crédito e seus termos contratuais estão protegidas pelo sigilo bancário, nos termos da Lei Complementar n° 105/2001. Por esse motivo, a instituição não pode comentar detalhes do contrato, limitando-se a reafirmar que sua atuação observou a legislação aplicável, normativos internos, controles e compliance, tanto da CAIXA, quanto do Corinthians — disse o banco em nota enviada ao Lance!.


				Caixa se manifesta sobre dívida do Corinthians pela Neo Química Arena
Neo Química Arena, casa do Corinthians. (Foto: Guilherme Lesnok/Lance!)

Entenda o caso

O caso ganhou repercussão após uma matéria da Record, com base em informações apresentadas por Anísio Costa Castelo Branco, que se apresenta como perito criminal investigador. O material foi produzido com base em documentos públicos relacionados ao financiamento da arena e questiona a forma como juros, multas e outros encargos foram aplicados ao longo dos anos.

A apuração no Ministério Público é conduzida pelo promotor Cássio Conserino, que determinou a realização de uma perícia detalhada sobre os cálculos do financiamento do estádio. O procedimento teve origem em uma representação apresentada ao órgão, que aponta uma possível divergência de R$ 255,75 milhões nos valores cobrados pela instituição financeira.

Cássio Conserino afirmou à "Record" que os juros cobrados pela Caixa nas parcelas em atraso apresentam variações significativas. Segundo ele, foram identificadas taxas que vão de 19% ao mês a quase 450% ao mês, sem um padrão definido.

Histórico da dívida do Corinthians

O financiamento da Neo Química Arena começou em 2013. Na época, o Corinthians obteve crédito de até R$ 400 milhões para a construção do estádio. Desde então, a dívida passou por diferentes negociações e alterações nas condições de pagamento.

Antes de levar o caso ao Ministério Público, Castelo Branco afirma ter tentado apresentar os questionamentos a dirigentes do Corinthians. Segundo ele, em 2020 foram enviados e-mails a Andrés Sanchez, então presidente do clube, e a Alexandre Husni, que ocupava a presidência do Conselho Deliberativo. Ainda de acordo com o perito, não houve resposta às mensagens.

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