O dinheiro pago pela Braskem como compensação pelo afundamento do solo em Maceió ganhou uma destinação que merece atenção. Mais de R$ 150 milhões desses recursos já foram usados pela Prefeitura para subsidiar o transporte coletivo da capital.
Na prática, a indenização da maior tragédia urbana do país ajuda a cobrir a diferença entre o valor da passagem pago pelo usuário e o custo apresentado pelas empresas de ônibus.
A Prefeitura adotou uma nomenclatura mais genérica nos documentos oficiais, evitando mencionar diretamente a Braskem. A origem do dinheiro, no entanto, está na compensação financeira paga pela mineradora ao município.
O subsídio começou com valores menores, mas aumentou ao longo dos últimos anos. Em 2026, os pagamentos mantiveram o ritmo e já representam uma parcela relevante dos recursos utilizados para sustentar o sistema.
O uso do dinheiro pode ajudar a evitar novos aumentos na passagem, mas abre uma discussão necessária. A indenização é extraordinária e tem prazo para acabar; o subsídio ao transporte é uma despesa permanente e tende a crescer.
Quando os recursos da Braskem terminarem, de onde sairá o dinheiro para manter a tarifa? Essa é a questão levantada no Tema de Hoje.

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