Pai é preso suspeito de estuprar e torturar filha de 4 anos em Arapiraca
Autoridades apontam que outros familiares também podem ter sido vítimas ao longo dos anos
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) cumpriu, nessa quarta-feira (2), um mandado de prisão preventiva contra um idoso de 60 anos investigado por estuprar e torturar a própria filha, uma criança de apenas 4 anos de idade, em Arapiraca.
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A ação se deu no bairro Primavera e foi conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente do município, com o apoio de equipes da 4ª Delegacia Regional de Polícia (4ª DRP).
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De acordo com o delegado titular Matheus Alves, os autos da investigação revelam que o suspeito não teria cometido crimes apenas contra a caçula, havendo indícios de abusos de natureza sexual praticados contra outros membros da própria família ao longo dos últimos anos. O mandado foi expedido pela 1ª Vara de Arapiraca – Infância, Juventude e Família, após representação policial e com parecer favorável do Ministério Público (MP).
A prisão foi decretada para garantir a ordem pública e assegurar a integridade das investigações. "Havia um risco concreto de reiteração delitiva, além de informações de que o homem estaria ameaçando testemunhas e planejando fugir da cidade", informou o delegado.


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No momento da abordagem policial em sua residência, o investigado tentou escapar subindo no telhado, mas obedeceu à ordem de parada dada pelos agentes e foi detido. Em seu interrogatório, de acordo com Matheus, ele negou as acusações e declarou-se inocente, mas o inquérito já foi encaminhado à Justiça com relatório final para que ele responda perante o Poder Judiciário.
Diante da gravidade do caso, o delegado chamou a atenção para a realidade alarmante desse tipo de crime e alertou a população.
"Às vezes, a pessoa que você confia não é a pessoa que está fazendo o bem para o seu filho. Então, cuide das suas crianças. Qualquer sinal de que existe abuso contra crianças, denuncie".
A autoridade policial lembrou ainda que dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que cerca de 60% dos casos de estupro de vulnerável são cometidos por familiares, reforçando que denúncias anônimas podem ser feitas por meio do número 181.
