Opa, pessoal!
Tem certas viagens que a gente lembra pelo destino. Outras, pelo caminho. E tem aquelas em que o desvio de rota acaba virando a melhor parte da história.
Eu estava seguindo em direção a Penedo para participar do terceiro Festival de Jazz e Gastronomia de Penedo quando resolvi fazer uma pequena mudança no roteiro: parar em Junqueiro para finalmente provar um dos pastéis mais comentados de Alagoas, o famoso Pastel de costela defumada do Pastel 101!

E se era para fazer o desvio, eu não tinha muita dúvida sobre o que pedir. Fui direto ao mais famoso da casa. Para acompanhar, aquele casamento que parece ter sido inventado especificamente para esse momento: caldo de cana bem gelado. E olha… valeu a parada.
Um pastel que nasceu em casa e ganhou a estrada. O Pastel 101 tem uma história daquelas que combinam perfeitamente com a comida que serve: começou pequeno, familiar e na base do trabalho diário.

A história de Verônica Mendes e Adeildo Henrique começou quando os dois produziam apenas 15 massas de pastel dentro de casa. A massa era aberta até com uma garrafa de cerveja, e os pastéis eram vendidos de porta em porta. Antes disso, Adeildo, que havia sido caminhoneiro, e Verônica complementavam a renda vendendo bolos no Centro de Junqueiro.
A grande virada veio quando encontraram uma receita de massa que consideraram ideal e decidiram apostar naquilo que hoje é uma das marcas registradas do Pastel 101: pastéis grandes, artesanais e com recheio generoso.
E talvez esteja aí parte do segredo. Não é aquele pastel que você termina e pensa: “podia ter mais recheio”. Pelo contrário. Ele chega à mesa com presença.
Hoje, o negócio cresceu e continua sendo uma empresa familiar. Os filhos João Vitor e Pedro também participam da operação, ao lado da nora Joana Vivian.

E a costela defumada?
É ela que transformou o Pastel 101 em parada obrigatória para muita gente que cruza a região.
O pastel de costela defumada com queijo coalho é o campeão de pedidos da casa e chega a ultrapassar 100 unidades vendidas em alguns dias.
Eu entendi perfeitamente. A costela defumada traz aquele sabor profundo, marcado pela fumaça, enquanto o queijo coalho entra trazendo textura e aquele sabor tão nosso. Tudo isso dentro de uma massa dourada, crocante por fora e generosamente recheada.
É o tipo de pastel que não precisa de muita explicação. Você morde e entende.
E aí vem o caldo de cana.
Gelado, doce, refrescante e quase obrigatório para acompanhar uma fritura desse tamanho. Para mim, é uma daquelas combinações que fazem parte da experiência tanto quanto o próprio pastel.

Mas não é só de costela que vive o cardápio! Embora a costela defumada seja a estrela, o menu vai bem além dela. O Pastel 101 trabalha atualmente com 14 sabores, entre opções tradicionais, especiais e doces.
Tem frango com queijo, frango com catupiry, camarão, pizza, queijo e Romeu e Julieta, entre outras possibilidades. Ou seja: dá para chegar sozinho com vontade de experimentar o famoso de costela ou chegar em grupo e fazer aquela divisão democrática, cada um pede um sabor e todo mundo prova um pedaço.
Porque pastel bom também é comida de compartilhar. De parada na estrada a destino, talvez essa seja a parte mais interessante da história do Pastel 101.
O lugar começou atendendo quem estava ali perto e foi crescendo justamente a partir dessa relação com as pessoas. Hoje, já ultrapassou a lógica de ser simplesmente “aquele pastel que tem na BR-101”.
A marca mantém a unidade em Junqueiro e também chegou a Arapiraca, na Rua Expedicionários Brasileiros, 15 — Centro, ampliando a presença de uma pastelaria que nasceu de uma produção doméstica e se transformou em negócio familiar. A empresa também passou a trabalhar com delivery e até com serviço de pastel para eventos, levando a estrutura para outros locais.

E tem algo bonito nisso: às vezes, um negócio de estrada vira parte da própria memória afetiva de quem viaja. Você passa uma vez, prova. Na próxima viagem, já pensa em parar novamente. Foi exatamente o que aconteceu comigo. A próxima parada já está marcada!
Eu estava indo para Penedo. Tinha festival, jazz, gastronomia e toda uma programação esperando por mim.
Mas antes da minha aula, precisei fazer esse pequeno desvio.
E talvez essa seja uma das melhores coisas de viajar por Alagoas: deixar espaço para o caminho surpreender a gente.
O Pastel 101 entrou nessa viagem como uma parada estratégica e saiu dela como uma recomendação.
Se você estiver pela BR-101, em Junqueiro, não precisa inventar muito: peça o pastel de costela defumada, coloque um caldo de cana bem gelado ao lado e depois me diga se eu estava exagerando.
E é isso, pessoal!
No instagram, você os encontra através do @_pastel101
Até a próxima!