Líder do Irã pede união do mundo islâmico contra EUA e Israel
Declaração ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e aumento da pressão militar e econômica sobre Teerã

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, defendeu a união dos países islâmicos contra Estados Unidos e Israel, em discurso divulgado neste domingo (30/8). Segundo ele, as nações muçulmanas devem atuar de forma coordenada diante da ofensiva militar e das sanções impostas ao país.
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Khamenei afirmou que o mundo islâmico precisa adotar uma posição comum para enfrentar o que classificou como agressões externas.
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O líder iraniano também criticou a atuação de Washington e de Tel Aviv na região, em meio à intensificação do conflito iniciado no começo do ano.
“A solução para os problemas da Ummah [comunidade muçulmana] reside na unidade de voz, na amizade e na cooperação no caminho do bem”, disse.


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A declaração ocorre em um momento de forte tensão no Oriente Médio.
Desde fevereiro, Estados Unidos e Israel conduzem uma ofensiva contra o Irã, que desencadeou uma guerra de grandes proporções e elevou o risco de escalada regional.
O conflito já envolve aliados indiretos e grupos armados na região, além de ter impacto sobre rotas estratégicas de energia, como o Estreito de Ormuz.
Nos últimos meses, os EUA ampliaram sanções econômicas com o objetivo de isolar Teerã, enquanto o governo iraniano mantém capacidade de resposta militar.
Mojtaba Khamenei assumiu o posto de líder supremo em março deste ano, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, durante ataques realizados por forças americanas e israelenses. O apelo por união entre países islâmicos reforça a retórica do governo iraniano de buscar apoio regional diante da pressão externa, em um cenário ainda sem perspectiva de negociação para encerrar o conflito.
