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Imagem ilustrativa da imagem O NACIONAL MUDOU O PLANO. O CSA NÃO ENCONTROU A RESPOSTA

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O NACIONAL MUDOU O PLANO. O CSA NÃO ENCONTROU A RESPOSTA


				O NACIONAL MUDOU O PLANO. O CSA NÃO ENCONTROU A RESPOSTA
CSA precisará vencer por dois ou mais gols de diferença para garantir vaga na Série C. — Foto: João Normando

O primeiro duelo entre Nacional e CSA começou antes da bola rolar.

Os dois treinadores tiveram uma semana inteira para preparar o playoff e foi justamente na estratégia que o Nacional conseguiu construir a primeira vantagem.

O CSA parecia preparado para enfrentar um Nacional com três zagueiros, alas altos e uma linha de cinco sem a bola. A ideia azulina era clara: recuperar e atacar rapidamente as costas dos alas, explorando o corredor externo dos zagueiros.

Só que Thiago Gomes mudou o cenário.

O Nacional iniciou em uma base de 1-4-2-3-1, com Sassá fixando os zagueiros, Rafa Marcos circulando de fora para dentro e sempre por perto dele e Renanzinho começando a partida, mesmo depois de admitir durante a semana que ainda não estava 100%.

Foi uma escolha importante.

Renanzinho deu mais passe vertical, qualidade na bola parada e conexão entre meio e ataque. O Nacional colocou mais gente por dentro e obrigou o CSA a enfrentar um jogo diferente daquele que parecia ter preparado.

E o castigo veio cedo.

Com dois minutos, Sassá aproveitou a falha de Yago e abriu o placar. Aos 15, Renanzinho ampliou de pênalti.

O CSA reagiu rapidamente. Matheus Melo diminuiu aos 18 e recolocou o time na partida. Jogada tem Everton Heleno atraindo o volante e Matheus flutuando como meia , zagueiros sem referência e uma pancada no alvo.

Era o momento para reorganizar o jogo.

Não aconteceu.

Aos 33 minutos aparece um lance que ajuda a explicar a dificuldade azulina. Rian tenta sustentar a bola no ataque, perde o duelo para Ryan Santos e o Nacional acelera. Caio Hila não consegue diminuir o espaço, Rifle recebe em condição de cruzar e Rafa Marcos aparece para fazer o terceiro.

Não foi apenas um gol.

Foi consequência de um primeiro tempo em que o CSA perdeu duelos, ofereceu espaço e teve dificuldade para controlar as transições do Nacional.

Ainda houve um lance que poderia tornar a situação ainda mais pesada. Rafael Klein marcou pênalti para o Nacional, mas o VAR corrigiu a decisão e apontou simulação.

O intervalo chegou com 3 a 1 e com Moacir Júnior precisando corrigir não apenas nomes, mas o próprio funcionamento da equipe.

Na segunda etapa, com Fabrício Bigode e Dudu Figueiredo, o CSA conseguiu aproximar mais os setores, controlar melhor a posse e diminuir os espaços.

Defensivamente, melhorou. Ofensivamente, produziu pouco.

As melhores oportunidades vieram nas bolas paradas, principalmente com Félix Jorge atacando o jogo aéreo e levando perigo em duas cabeçadas.

Foi insuficiente para reduzir a diferença.

Moacir tentou fazer diferente em Manaus. Mudou peças, alterou o desenho e buscou surpreender o Nacional.

Dessa vez, não funcionou.

E existe um dado que precisa entrar nessa análise.

O CSA chegou ao terceiro jogo recente diretamente ligado ao acesso somando seis gols sofridos e apenas um marcado.

Uberlândia 1 x 0 CSA.

CSA 0 x 2 Uberlândia.

Nacional 3 x 1 CSA.

O problema, portanto, não está apenas no resultado de Manaus.

Está na dificuldade que o CSA vem encontrando para ser competitivo quando a margem de erro praticamente desaparece.

Agora o regulamento ainda oferece uma porta.

Quinta-feira, no Rei Pelé, uma vitória por dois gols de diferença leva o CSA para a Série C.


				O NACIONAL MUDOU O PLANO. O CSA NÃO ENCONTROU A RESPOSTA
— Foto: Reprodução/CSA TV

A matemática é simples. O desafio será muito mais complexo.

O CSA terá de buscar dois gols sem transformar a necessidade de atacar em espaço para Sassá, Rafa Marcos, Rifle e Renanzinho.

Depois do que aconteceu em Manaus, a decisão passa também pela capacidade de Moacir Júnior de encontrar uma resposta para aquilo que Thiago Gomes apresentou no primeiro jogo.

O Nacional venceu a primeira batalha também na estratégia.

Quinta-feira, caberá ao CSA mostrar se tem capacidade para mudar o roteiro.