Mercedes afirma estar sem dinheiro para melhorias na F1 2026
Toto Wolff admite que não tem verba para acompanhar desenvolvimento das rivais

É inegável que a Mercedes dominou o início da temporada de 2026 da Fórmula 1. Após meses no topo, porém, a equipe alemã viu Ferrari e McLaren ganharem terreno nas últimas corridas. O avanço das rivais veio acompanhado de novas atualizações nos carros, enquanto as Flechas de Prata enfrentam uma limitação importante para acompanhar o ritmo: a falta de verba para novos desenvolvimentos.
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As equipes contam com um teto de gastos de US$ 215 milhões, cerca de R$ 1,1 bilhão na cotação atual, para a temporada. O valor, porém, precisa ser administrado ao longo do campeonato, já que cada escuderia decide quando e onde concentrar os investimentos. Segundo Toto Wolff, a Mercedes já não tem recursos para implementar todas as melhorias que gostaria no W17.
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— Não temos dinheiro para implementar desenvolvimentos no carro. Eu já disse antes que estamos tentando distribuir isso uniformemente ao longo da temporada com base em nossos cálculos sobre quando podemos trazer as maiores atualizações e otimizar os pontos do campeonato. Mas não temos como fazer o que está fora do nosso alcance — disse o chefe da equipe, em entrevista ao Motorsport.com.
Enquanto isso, Ferrari e McLaren conseguiram avançar com novos componentes e reduzir a vantagem que a Mercedes tinha no começo do campeonato. A McLaren, inclusive, venceu as duas últimas etapas, na Hungria e na Holanda, ambas com Lando Norris. Para Wolff, essa evolução faz parte da própria dinâmica da Fórmula 1.


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— É por isso que é uma corrida de desenvolvimento. Se você introduzir uma atualização, cada uma das equipes de ponta vai ganhar pelo menos alguns décimos, e é isso que você perde. Então, sim, a jornada tem sido um pouco mais difícil do que no início do ano.
Mercedes teve problemas além do desenvolvimento
A situação da Mercedes também foi agravada pelos problemas de confiabilidade da unidade de potência. Kimi Antonelli e George Russell perderam pontos importantes ao longo da temporada por conta das falhas, cenário que ainda pode gerar consequências nas próximas etapas com possíveis punições no grid.
Questionado se a equipe havia investido demais no início do projeto, Wolff descartou essa possibilidade. O chefe da Mercedes também destacou o tamanho da estrutura da equipe como um dos fatores que influenciam a forma como os recursos são distribuídos.
— Será que gastamos demais no início e no desenvolvimento inicial? Acho que não. Acho apenas que somos uma organização com um certo porte e infraestrutura.
Mesmo com a limitação financeira, a Mercedes segue na disputa pelas primeiras posições do campeonato. A expectativa é que novas atualizações mais significativas só apareçam quando a Fórmula 1 deixar a Europa, com a retomada prevista para outubro. A primeira corrida fora do território europeu será no GP do Azerbaijão.

