Gabriela Duarte expõe incômodo sobre entrevista com a mãe
Atriz deu entrevista com Regina Duarte sobre nova peça e teve cortes viralizados focados no posicionamento político da veterana

Durante a última semana, viralizaram cortes de uma entrevista de Regina Duarte, 79, e Gabriela Duarte, 52. As atrizes haviam anunciado no começo de agosto que atuariam juntas novamente como mãe e filha no teatro, repetindo a parceria de sucesso de "Por Amor" (1997).
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Em entrevista em vídeo sobre o novo projeto à Folha de S. Paulo, divulgada na última sexta (21), o assunto não ficou só nas artes, e justamente os recortes políticos viralizaram, como a veterana falando que não responderia em que vai votar. Isso levou Gabriela a se posicionar nas redes sociais no último domingo (23).
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Em vídeo publicado em seu Instagram, a atriz começa falando que não gostaria que o relato fosse uma resposta ao jornalista ou ao veículo de comunicação. "Claro que nós sabíamos que outras questões poderiam surgir, o jornalista pode e deve fazer perguntas difíceis, ainda que a abordagem tenha sido bastante deselegante nesse caso. Mas tem uma diferença entre perguntar e insistir até provocar uma reação", disse a atriz.
"Quando o desconforto, ele se torna mais importante que a resposta e a busca parece ser por uma frase, corte, uma manchete, aí eu acho que vale a pena perguntar o que que está acontecendo com o jornalismo?", prosseguiu, dizendo como essa conversa deveria ter sido sobre cultura e esse reencontro, mas "acabou tendo o constrangimento como protagonista".


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Gabriela Duarte reconhece que o jornalismo existe para incomodar, questionar e até mesmo contradizer, mas que também não deve destruir a confiança. "Insistir em política partidária num caderno de cultura, quando a pauta deveria ser o teatro, a arte, a trajetória", continua no vídeo, que tem pouco mais de três minutos.
"Se o clique vale mais que o contexto, se a repercussão vale mais que a escuta e o conflito mais que a história", critica a artista.
Por fim, ela ressalta como acredita que a peça com a mãe fará sucesso e faz um último alerta: "Agora é importante lembrar a imprensa: ela não precisa ser protegida das críticas, mas sim do sensacionalismo".
