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Ministério Público aponta Deolane como "verdadeiro caixa do PCC"

O órgão pediu à Justiça, nessa quinta-feira (20/8), a manutenção da prisão preventiva dos réus investigados na Operação Vérnix


				Ministério Público aponta Deolane como "verdadeiro caixa do PCC"
Reprodução/Redes Sociais


O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra (foto em destaque) é a principal integrante do núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e é descrita como o “verdadeiro caixa da organização criminosa”. A informação consta de documento obtido pela coluna, no qual o órgão pediu à Justiça, nessa quinta-feira (20/8), a manutenção da prisão preventiva dos réus investigados na Operação Vérnix.

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Segundo o documento, ela atuava na prática de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela e às empresas dela, além da conversão dos recursos em bens de elevado valor econômico.

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Além disso, a organização criminosa era dividida em três núcleos:

  • Decisório: formado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção; e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
  • Operacional: composto por Everton de Sousa, conhecido como “Player”, e Paloma Sanches Herbas Camanho — sobrinha do líder do PCC.
  • Financeiro: Deolane e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho — também sobrinho de Marcola.

No pedido apresentado nesta quinta-feira, o Gaeco afirma que permanecem os requisitos para a prisão preventiva, especialmente para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

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Operação

Deolane foi presa no dia 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

A ação também teve como alvos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção, o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. A análise financeira identificou dezenas de transferências fracionadas destinadas às contas da influenciadora, incluindo repasses que, somados, chegaram perto de R$ 700 mil.

À época, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas vinculadas à influenciadora. Além da apreensão de 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões.

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