Candidato ao Senado faz panfletagem em Maceió pelo fim da escala 6x1
Alexandre Fleming conversou com trabalhadores do comércio e defendeu a redução da jornada sem corte de salários

O candidato ao Senado por Alagoas Alexandre Fleming (UP) realizou, nesta terça-feira (18), uma panfletagem no Centro de Maceió em defesa do fim da escala 6x1. Acompanhado de apoiadores e militantes da Unidade Popular, ele distribuiu materiais de campanha, conversou com trabalhadores do comércio e ouviu relatos sobre os efeitos da jornada na saúde, na convivência familiar e na qualidade de vida.
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Segundo Fleming, a mudança na jornada representa, além da redução do tempo de trabalho, uma questão relacionada ao descanso e à qualidade de vida.
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“Quem trabalha seis dias para descansar apenas um não tem tempo suficiente para cuidar da saúde, acompanhar o crescimento dos filhos, estudar ou simplesmente viver. O fim da escala 6x1 é uma luta por dignidade, saúde e direito ao descanso”, declarou.
A mobilização do candidato ocorre enquanto propostas sobre a redução da jornada de trabalho tramitam no Congresso Nacional.


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A PEC 221/2019, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, estabelece dois dias de repouso remunerado por semana e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A proposta ainda aguarda avanço no Senado.
Já a PEC 148/2015 prevê uma redução gradual da jornada até 36 horas semanais, também com dois dias de descanso remunerado. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em dezembro de 2025, mas ainda não passou pelo Plenário.
Para Fleming, a demora na análise das propostas demonstra um distanciamento entre o Senado e a realidade enfrentada pelos trabalhadores.
“Alagoas precisa eleger um senador que conheça a vida dos trabalhadores e esteja disposto a enfrentar os interesses econômicos que mantêm jornadas exaustivas”, afirmou.
O candidato também defendeu que a redução da jornada seja acompanhada de valorização salarial, proteção aos pequenos negócios e fortalecimento da fiscalização trabalhista.
"Não existe economia forte com trabalhadores adoecidos, exaustos e sem tempo para viver. O desenvolvimento precisa estar a serviço das pessoas. É por isso que o fim da escala 6x1 será uma prioridade do nosso mandato no Senado”, concluiu.
