O que a polícia já sabe sobre a morte da advogada no Benedito Bentes
Imagens de dois suspeitos são analisadas e motivação ainda é desconhecida

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) já identificou alguns elementos sobre a morte da advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, assassinada a tiros na noite dessa terça-feira (18), no Benedito Bentes, em Maceió. Apesar dos avanços, a motivação do crime e a identidade dos suspeitos ainda não foram esclarecidas.
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Na manhã desta quarta-feira (19), o delegado David Dias afirmou que imagens de câmeras de monitoramento estão sendo analisadas. Os registros mostram dois homens em uma motocicleta, mas, até o momento, eles não foram qualificados pela polícia.
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“Ainda não há uma qualificação dos dois suspeitos. Já vimos em algumas imagens que são dois indivíduos que estavam em uma motocicleta, mas ainda não há a qualificação quanto a esses indivíduos”, explicou.
Uma das linhas investigativas apura a informação de que os dois homens estariam procurando pela advogada em outras ruas antes de localizá-la. A polícia também considera a possibilidade de Ana Walesca ter sido confundida com outra pessoa.


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“Há uma informação de que dois indivíduos estariam procurando por ela, mas há outra linha investigativa que diz que pode ter sido um erro, no sentido de confundirem ela com outra pessoa. Então, existem essas linhas investigativas, não podemos afirmar qual delas ainda. Estamos apurando”, afirmou David Dias.
A possibilidade de latrocínio também não foi descartada. Segundo o delegado, há uma linha investigativa em sentido contrário, mas nenhuma hipótese foi confirmada até o momento.
“Isso ainda está sendo apurado. Algumas imagens de vídeo de monitoramento estão sendo analisadas nesse momento. A gente não descarta a possibilidade de latrocínio, mas há uma linha investigativa em sentido contrário”, disse.
Segundo David Dias, Ana Walesca estava na rua passeando com o cachorro, próximo à residência onde morava, quando foi atacada. Ela foi atingida por aproximadamente cinco disparos de arma de fogo, socorrida para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu.
A polícia já ouviu uma testemunha e deve realizar outras oitivas. Diligências também estão sendo feitas para localizar os suspeitos.

COMISSÃO DE DELEGADOS
O delegado informou ainda que uma comissão formada por três delegados está investigando o caso. As informações levantadas durante o plantão serão reunidas e encaminhadas à unidade responsável pela continuidade da investigação.
“Estamos atualmente no plantão da UAL I [Unidade de Atendimento de Local de Crime 1]. E as informações estão sendo todas levantadas, coletadas para serem encaminhadas para a unidade, para dar seguimento e continuidade nas investigações”, afirmou David Dias.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
