Ativista fingiu estar morta para sobreviver a ataque de ex-assessor do presidente Milei
Nadia Beller afirma que homens hesitaram antes de dar o “tiro de misericórdia” e acusa o ex de envolvimento na tentativa de assassinato

A advogada e ativista boliviana Nadia Beller, ex-companheira do consultor político argentino Fernando Cerimedo, afirmou nesta terça-feira (18/8) que precisou fingir estar morta para sobreviver ao ataque a tiros que sofreu em um hotel de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
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Beller foi baleada três vezes na noite de segunda-feira (17/8) e permanece internada. Em entrevista concedida no hospital, ela acusou Cerimedo de ter participação no ataque e afirmou que os responsáveis pelo crime chegaram a hesitar antes de decidir se a executariam.
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“Eles tentaram me silenciar. Se eu não falar com o povo boliviano, eles tentarão terminar o que começaram”, afirmou.
Cerimedo é ex-assessor do presidente argentino Javier Milei e atualmente é ligado ao governo do presidente boliviano Rodrigo Paz.


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Segundo a advogada, ela se jogou no chão depois dos disparos e permaneceu imóvel por cerca de meia hora. Um dos homens, de acordo com o relato, teria se aproximado para verificar se ela ainda estava viva, mas recuou antes de atirar novamente.
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