Será que você come sem perceber? Os comportamentos ocultos que podem atrapalhar o emagrecimento
Muitas vezes, o caminho para emagrecer não está em retirar mais um alimento do prato, mas em construir refeições mais completas

"Eu como tão pouco, mas não consigo emagrecer."
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Essa é uma frase bastante comum no consultório. E, muitas vezes, quando reconstruímos a rotina alimentar, percebemos que o problema não está necessariamente no tamanho das principais refeições, mas em pequenos comportamentos que acontecem ao longo do dia e passam despercebidos.
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Um biscoito enquanto trabalha, uma colherada enquanto prepara o jantar, o chocolate depois do café, algumas castanhas no meio da tarde ou aquele "só mais um pedacinho" depois do jantar.
Isoladamente, esses alimentos podem parecer insignificantes. O problema é quando o hábito de comer pequenas quantidades se repete diversas vezes ao longo do dia.


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O comer "sem perceber"
Existe uma diferença importante entre fazer uma refeição ou um lanche planejado e passar o dia beliscando.
Quando existe uma estrutura alimentar, conseguimos perceber com mais clareza o que estamos comendo, identificar a fome e reconhecer quando estamos satisfeitos.
Já o beliscar costuma acontecer de maneira automática, muitas vezes enquanto realizamos outra atividade: trabalhando, cozinhando, assistindo televisão ou até mesmo acompanhando os filhos durante as refeições.
Além disso, como são pequenas quantidades, existe a sensação de que "não conta".
Mas o emagrecimento não é determinado por um alimento isolado. É o conjunto dos hábitos e da alimentação ao longo dos dias que importa.
O carboidrato não é o vilão
Um comportamento que merece atenção é consumir carboidratos isoladamente e, depois, sentir fome novamente pouco tempo depois.
Pão, tapioca, torrada, biscoitos, frutas e outros alimentos ricos em carboidratos podem fazer parte de uma alimentação saudável. O ponto não é eliminá-los, mas observar como eles estão inseridos nas refeições.
Uma fruta, por exemplo, pode ser uma excelente escolha. Mas, dependendo do contexto e das necessidades individuais, combiná-la com uma fonte de proteína ou gordura pode aumentar a saciedade.
O mesmo vale para o pão ou a tapioca: em vez de pensar que o carboidrato precisa ser retirado, podemos pensar em como construir uma refeição mais completa, associando-o a uma fonte de proteína e, quando adequado, fibras e vegetais.
O problema, portanto, não é simplesmente "comer carboidrato". É quando a alimentação fica baseada em pequenas porções de carboidratos ao longo do dia, sem refeições estruturadas e sem uma boa oferta de nutrientes e saciedade.
Quando a falta de rotina aumenta a fome
Outro comportamento bastante comum é passar muitas horas sem comer, principalmente por falta de organização ou por acreditar que pular refeições vai acelerar o emagrecimento.
A pessoa toma apenas um café pela manhã, almoça tarde, passa a tarde comendo pequenas coisas e chega à noite com muita fome.
Nesse cenário, fica mais difícil fazer escolhas conscientes e controlar a quantidade consumida.
Ter uma rotina alimentar não significa que todo mundo precise comer de três em três horas. Cada pessoa possui necessidades, horários e preferências diferentes.
Significa ter algum grau de previsibilidade: saber quais são os momentos em que você provavelmente fará suas refeições e organizá-las para que sejam completas e capazes de oferecer saciedade.
Comer melhor pode ser mais importante do que simplesmente comer menos
Quando pensamos em emagrecimento, é comum imaginar que a solução é reduzir cada vez mais a quantidade de comida.
Mas uma alimentação muito restritiva pode fazer com que a pessoa passe fome, tenha mais vontade de doces e fique presa a um ciclo de restrição e descontrole.
Em vez de perguntar apenas "o que eu preciso cortar?", vale começar a perguntar:
Minha refeição tem proteína?
Tem fibras e vegetais?
Estou comendo com fome ou apenas porque o alimento está disponível?
Estou passando muitas horas sem comer e compensando depois?
Estou beliscando enquanto realizo outras atividades?
Essas perguntas ajudam a identificar comportamentos que muitas vezes passam despercebidos.
Pequenos hábitos também merecem atenção
O objetivo não é transformar cada mordida em uma preocupação ou fazer com que a pessoa tenha medo de comer.
Comer faz parte da vida. E uma alimentação saudável também precisa comportar prazer, flexibilidade, encontros sociais e momentos especiais.
A questão é perceber quando pequenos comportamentos deixam de ser ocasionais e passam a fazer parte da rotina diária.
Antes de cortar o pão, o arroz, a fruta ou qualquer outro alimento, talvez seja interessante olhar para algo mais básico: como está organizada a sua alimentação?
Muitas vezes, o caminho para emagrecer não está em retirar mais um alimento do prato, mas em construir refeições mais completas, aumentar a saciedade e deixar de comer no automático.
Porque, no final, emagrecimento sustentável não depende de comer o mínimo possível.
Depende de aprender a comer com estratégia.
Quer emagrecer ou precisa de ajuda para organizar sua alimentação e construir hábitos que você consiga manter? Será um prazer ajudar você nessa jornada.
Luciana Leme
Nutricionista – CRN3: 29.513
Saúde da Mulher.
Luciana Leme é nutricionista com atuação em saúde da mulher, emagrecimento e mudanças hormonais femininas, atendendo mulheres que buscam recuperar energia, qualidade de vida e equilíbrio metabólico.
@lemelunutri – instagram
@lucianalemenutri – Youtube
(11) 97247-2729
*Os artigos assinados são de responsabilidade dos seus autores, não representando, necessariamente, a opinião da Organização Arnon de Mello.
