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Brasileiros resgatam cachorra após 100 horas em escombros na Colômbia

Veterinários removeram destroços do terremoto por cerca de 11 horas para salvar animal


				Brasileiros resgatam cachorra após 100 horas em escombros na Colômbia

Grupo de veterinários e bombeiros brasileiros resgatando, na sexta-feira (14), uma cachorra que ficou mais de 100 horas presa sob escombros do terremoto de 7,4 graus de magnitude registrado na Colômbia.

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O resgate da cachorra, chamada Meli, ocorreu na cidade de Cali, uma das mais afetadas pela tragédia e levou mais de 11 horas. O animal estava soterrado num estabelecimento de reciclagem, no térreo de um edifício de quatro andares, que desabou.

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A operação foi liderada por cinco integrantes do Grupo de Resgate Animal de Belo Horizonte, com idades entre 22 e 28 anos.

“Na quinta, ficamos cerca de seis horas retirando destroços e entrando nas estruturas. Aí a gente conseguiu ouvir o choro dela e ter uma noção de onde ela estava. Tentamos tirar o máximo de escombros possível para poder chegar mais próximo”, conta à CNN Amanda Talia de Castro Pereira, que participou da atuação.

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Segundo ela, não permitiram que o grupo se mantivesse no local, e eles voltaram no dia seguinte para concluir o resgate do animal.

“Na manhã de sexta, nos disseram que ela estava chorando bastante. Aí começamos a cortar as estruturas, com mais maquinário que no dia anterior e conseguimos visualizar ela tentando sair”, relata.

Após cinco horas, o grupo, em conjunto com voluntários colombianos, conseguiu retirar a cachorra dos escombros.

“Nossa preocupação maior é que ela estivesse desidratada, hipertérmica, mas ela estava muito bem. Tinha uma camada de gordura considerável, e saiu muito bem, sem lesão nenhuma”, diz Pereira.

De acordo com a resgatista mineira, Meli conseguiu respirar durante todos esses dias por ter ficado presa em um local com um bolsão de ar ao redor. “Ela não tinha espaço para se movimentar, mas conseguia respirar”, detalha.

Após o resgate, Meli foi entregue para os voluntários em um posto de atendimento médico-veterinário para receber atendimento clínico. Segundo Pereira, a dona de Meli morreu com o sobrinho na tragédia.

O Grupo de Resgate Animal de Belo Horizonte, que também esteve na Venezuela, atua em diferentes cenas de catástrofe com recursos obtidos de doações e apoio internacional. De acordo com Pereira, os cinco integrantes que estão na Colômbia são médicos veterinários e bombeiros civis.

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