Homem que começou a fumar aos 6 anos luta para vencer vício após 55 anos
Cícero Manoel recebeu um alerta médico para abandonar o cigarro e hoje se aproxima de três meses sem fumar.
Aos 6 anos de idade, Cícero Manoel começou a fumar. O que parecia um hábito precoce se transformou em uma dependência que o acompanhou durante 55 anos. Agora, depois de mais de cinco décadas convivendo com o cigarro, ele tenta deixar o vício de forma definitiva.
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A decisão veio após um alerta médico. Durante uma consulta, Cícero ouviu que precisava escolher entre abandonar o cigarro ou colocar a própria vida em risco.
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“Eu fui para a médica e ela disse: ou eu parava de fumar ou morria”, contou.
A partir daí, ele procurou o Núcleo de Controle e Tabagismo do Hospital Universitário, onde passou a receber acompanhamento para conseguir abandonar o cigarro. Hoje, está próximo de completar três meses sem fumar.


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Apesar de ainda sentir vontade ocasionalmente, Cícero afirma que já percebe mudanças na saúde e na rotina. Ele também relata melhora em sintomas que enfrentava, como dores no peito e ansiedade.
“De vez em quando vem aquela vontade, mas, graças a Deus, estou livre do cigarro”, disse.
A história de Cícero chama atenção durante o Agosto Branco, campanha realizada neste mês para conscientizar a população sobre a prevenção e o combate ao câncer de pulmão.
O tabagismo é considerado um dos principais fatores associados à doença. Segundo a pneumologista Célia, coordenadora do Núcleo de Controle e Tabagismo, entre 80% e 90% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao consumo de cigarro.
Além do câncer de pulmão, o tabagismo está associado a outros tipos de câncer, como os que atingem a cavidade oral e diferentes órgãos, além de doenças cardiovasculares.
O Núcleo de Controle e Tabagismo do Hospital Universitário funciona desde 2007 e atende cerca de 150 pessoas por ano.

Tratamento reúne diferentes profissionais
Em Maceió, quem deseja abandonar o cigarro também pode procurar o Programa de Controle do Tabagismo do município, criado em 2015.
Atualmente, 11 núcleos estão em funcionamento. Segundo Laís, que atua no programa, ainda existem filas de espera, mas a gestão trabalha para ampliar o número de unidades e aumentar a oferta de tratamento.
O acompanhamento é feito por uma equipe multidisciplinar, que pode reunir médico, enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta e educador físico.
A estratégia é importante porque abandonar o cigarro nem sempre acontece de forma imediata. O processo pode envolver ansiedade, dificuldade para controlar a vontade de fumar e recaídas.
Cigarro eletrônico também preocupa especialistas
Durante o tratamento, os especialistas também alertam para o consumo de cigarros eletrônicos. Segundo a pneumologista, o produto não deve ser encarado como uma alternativa segura para quem pretende abandonar o cigarro convencional.
Ela explica que os dispositivos também possuem substâncias capazes de provocar danos ao organismo e podem afetar a mucosa pulmonar.
