Tia de PM morto carbonizado confirma relação entre soldado e policial presa
Parente afirma que sabia do relacionamento extraconjugal desde março, mas diz que não concordava com a situação

Os soldados da Polícia Militar do Ceará (PMCE) Raphael Sampaio da Silva e Júlia Natália Girão Gomes, ambos de 27 anos, mantinham um relacionamento extraconjugal há, pelo menos, cinco meses. A informação, dada nesta quinta-feira (13) por Rosilane Sampaio, tia do policial morto a tiros e encontrado carbonizado dentro do próprio carro, na madrugada de terça (11), é mais uma das contradições do caso. À Polícia, no momento da prisão em flagrante por homicídio consumado, Júlia negou envolvimento com a vítima e disse que eram apenas amigos.
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"Houve, sim, uma relação extraconjugal. Infelizmente, era sabido pela gente da família, alguns poucos. Não era aceito. A gente não era conivente", disse a familiar durante o velório do sobrinho, na tarde desta quinta-feira (13). Por outro lado, ela afirmou que a relação não justifica o assassinato brutal: "Não quer dizer que merecia a morte".
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''É um momento difícil que estamos passando. O Raphael, além de sobrinho, era meu afilhado. Éramos próximos. [...] É muito difícil essa situação. Não vê-lo, não ter tido a oportunidade [de vê-lo] nem na despedida, por ter sido tão cruel.''
O corpo de Raphael está sendo velado em uma funerária na Parquelândia, em Fortaleza, na presença de amigos, familiares e colegas de farda. Além de carbonizado, o PM foi encontrado algemado dentro do próprio carro, em Itaitinga, na região metropolitana da Capital. O enterro está previsto para o fim da tarde, no Cemitério São João Batista, no Centro.


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Júlia e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, 31, estão presos. Ela, por suspeita de envolvimento direto na morte de Raphael, enquanto ele foi capturado por ter sido flagrado com munições, placas veiculares adulteradas e células de identidades suspeitas na casa onde mora com a policial.
Ambos os presos têm antecedentes criminais. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Júlia acumula passagens por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e por integrar organização criminosa. O marido, por sua vez, responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
