Draguinha: maré baixa revela vestígios de embarcação naufragada na Pajuçara
Na região, há pelo menos dois navios afundados; as imagens foram divulgadas por um banhista
A maré baixa na praia de Pajuçara, em Maceió, costuma revelar muito mais do que as famosas piscinas naturais. Dessa vez, as águas mostraram a embarcação Draguinha, despertando a curiosidade dos maceioenses para a sua história. As imagens feitas por um banhista foram divulgadas nesta quinta-feira (13).
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Este navio saiu do Rio de Janeiro com destino a Recife, mas enfrentou problemas ainda no Espírito Santo. A partir de então, passou a ser rebocado. Em 14 de julho de 1961, ao chegar à costa de Alagoas, acabou naufragando a aproximadamente sete milhas da praia de Pajuçara, em Maceió, a 30 metros de profundidade.
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O Draguinha se tornou uma das rotas procuradas por mergulhadores. É possível entrar no casco da embarcação e percorrer diferentes passagens em seu interior.
A embarcação foi utilizada para a remoção de material submarino e pertencente à Companhia Nacional de Construções Civis e Hidráulicas.


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Mais de 50 naufrágios registrados em Alagoas
A história dos naufrágios no litoral alagoano é extensa. Ao todo, existem mais de 50 registros de embarcações que afundaram entre 1556 e 1960.
Outro exemplo encontrado na região da Pajuçara é o vapor Mundahú. O casco de ferro da embarcação pode ser observado por visitantes que seguem até as piscinas naturais durante períodos de maré baixa.
O navio pertencia à Companhia Pernambucana de Navegação Costeira por Vapor e iniciou sua última viagem em julho de 1889, partindo do Recife com gêneros de estiva e passageiros.
Durante a passagem pela enseada da Pajuçara, o vapor acabou sendo lançado contra os arrecifes que formam as piscinas naturais e naufragou. Apesar do acidente, relatos de historiadores apontam que ninguém ficou ferido.
Os naufrágios fazem parte da memória marítima e permanecem incorporados à paisagem do litoral, perpetuando a história de quem já passou e se encantou pelo mar que banha a capital alagoana.
Imagens: Juan Victor/Rafael Benicio
