Quatro são presos por golpe que causou prejuízo de R$ 200 mil a servidora de AL
Operação policial foi realizada nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro

12/08/2026 às 14:31 • Atualizada em 12/08/2026 às 16:26 - há XX semanas
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Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (12), no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em golpes bancários e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o grupo causou um prejuízo de R$ 200 mil a uma servidora pública de Alagoas.
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As prisões ocorreram durante a Operação Falsa Gerente, realizada pelas Polícias Civis de Alagoas, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Os suspeitos utilizavam falsas identidades de funcionários de instituições financeiras para convencer as vítimas a permitir o acesso aos dispositivos eletrônicos.
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No Espírito Santo, dois homens foram presos. Um deles, Roberto Vasconcelos da Cunha, de 50 anos, foi localizado em um hospital de Itaoca, em Itapemirim, onde trabalhava. Ele é funcionário da Prefeitura de Itapemirim e foi autuado por furto qualificado. Em nota, a prefeitura informou que não tinha conhecimento da prisão e que não havia sido comunicada oficialmente sobre o caso.
O outro preso foi identificado como Michael Enderson de Freitas, de 42 anos. Ele foi localizado no distrito de Barra do Itapemirim, em Marataízes. Um cartão bancário e um celular foram apreendidos. O homem também foi autuado por tráfico de drogas e posse de arma.


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Servidora de Alagoas perdeu R$ 200 mil
De acordo com a investigação, a vítima recebeu uma ligação de uma mulher que se apresentou como gerente bancária. Ela informou que havia uma suposta movimentação suspeita na conta da servidora.
Na sequência, outra integrante do grupo teria entrado em contato, dizendo trabalhar no setor de Tecnologia da Informação do banco. Com o argumento de que seria necessário solucionar o problema, os criminosos conseguiram acesso remoto ao celular ou computador da vítima.
A partir desse acesso, R$ 200 mil foram transferidos para uma empresa utilizada pelo grupo.
Empresa movimentou mais de R$ 5 milhões
A análise financeira realizada durante a investigação identificou que uma empresa ligada ao grupo movimentou mais de R$ 5 milhões.
De acordo com a polícia, a empresa teria sido utilizada para receber dinheiro obtido por meio de golpes aplicados em diferentes estados e para ocultar a origem dos valores.
Os investigadores também identificaram três pessoas que disponibilizavam suas contas bancárias para receber e movimentar o dinheiro das fraudes. Esses integrantes são chamados de "conteiros".
A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 5 milhões relacionados às atividades investigadas.
Os quatro presos poderão responder, conforme a participação de cada um, por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados durante a investigação.