Após polêmica, Carlinhos Maia diz que não pediu viatura da PM para gravação no Rancho do Maia
Influenciador negou que tenha solicitado previamente o veículo e disse que não houve combinação com os policiais
O influenciador Carlinhos Maia afirmou, em vídeo publicado no Instagram, nesta segunda-feira (10), que ele ou sua produção não solicitaram previamente uma viatura da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) para participar de uma gravação no Rancho do Maia, em Ipioca, bairro de Maceió. Ele contou que os policiais estavam em serviço e passaram pelo local devido à concentração de pessoas, parando para verificar a movimentação.
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Imagens que circulam nas redes sociais, no entanto, mostram quando alguns integrantes do Rancho do Maia entraram no compartimento traseiro do veículo e gravaram vídeos humorísticos da situação. Segundo o influenciador, o momento aconteceu de forma espontânea, sem que houvesse uma combinação entre a equipe e os policiais.
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"Os policiais, eles não têm nada a ver, não ganharam dinheiro nenhum pra isso. Eles estavam aqui pela quantidade de pessoas que estavam vindo e as confusões que estavam acontecendo. Então, foi realmente uma leiguice da nossa parte", disse Carlinhos.
A PM/AL determinou o recolhimento administrativo dos militares envolvidos no uso da viatura oficial durante a gravação. Os policiais foram presos administrativamente por má condução no serviço policial militar e deverão ser liberados nesta terça-feira (11). O caso é apurado pela Corregedoria-Geral da corporação.


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O procedimento administrativo deverá esclarecer as circunstâncias do uso da viatura durante a gravação e a responsabilidade dos policiais envolvidos.
Em nota, os advogados de Carlinhos Maia destacaram que não houve solicitação ou autorização prévia dos militares para que o veículo fosse utilizado no conteúdo.
A defesa também contestou a interpretação de que a viatura teria sido disponibilizada deliberadamente para atender a um interesse particular relacionado ao influenciador.
Os representantes de Carlinhos Maia criticaram a narrativa de que viaturas da Polícia Militar não atenderiam cidadãos quando solicitadas, mas estariam disponíveis por se tratar do influenciador. Para a defesa, esse tipo de afirmação prejudica tanto os policiais envolvidos quanto a própria corporação.
Na nota, Carlinhos Maia afirmou respeitar a Polícia Militar de Alagoas e seus integrantes e lamentou que o episódio tenha ganhado proporções capazes de causar constrangimento à instituição e aos policiais que estavam em serviço. Ele também pediu desculpas à PM/AL pela repercussão do caso.
