Ciclone provoca inundações e caos aéreo na China
Chuvas torrenciais e ventos de até 150 km/h levaram ao cancelamento de mais de 1.300 voos em Xangai

Um ciclone com ventos de até 150 km/h levou chuvas intensas ao leste da China nesta segunda-feira (10/08), provocando caos aéreo e motivando a evacuação de centenas de milhares de pessoas devido ao risco de inundação.
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Embora a tempestade tenha perdido força e algumas cidades tenham retomado os serviços de transporte público, o Centro Meteorológico Nacional da China (NMC) alertou que partes do leste e do centro da China continuariam recebendo fortes chuvas ao longo da terça-feira.
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Antes da chegada do ciclone no domingo, na província de Zhejiang, no leste do país, mais de 300 mil pessoas haviam sido realojadas preventivamente, e os dois principais aeroportos de Xangai cancelaram mais de 1.300 voos.
Também em Xangai, os serviços de transporte público, incluindo muitas linhas ferroviárias locais, foram suspensos no centro financeiro.


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As autoridades emitiram o alerta máximo para enchentes repentinas em áreas do leste e do sul de Zhejiang na segunda-feira, informou a emissora estatal CCTV.
A capital provincial, Hangzhou, retomou os serviços de metrô na manhã de segunda-feira, após suspender parte das operações ferroviárias no domingo.
Pequim também sob alerta
O norte da China também deverá enfrentar condições meteorológicas extremas nesta semana. Cinco distritos de Pequim emitiram alertas vermelhos para chuvas intensas nesta segunda, e alguns também advertiram para os riscos de deslizamentos de terra e enchentes.
O ciclone, batizado de Dolphin, ocorreu apenas duas semanas depois outro ciclone atingir a província meridional de Guangdong. Na ocasião, as autoridades afirmaram que se tratava da tempestade mais forte a atingir a China neste ano.
O ciclone é um sistema de baixa pressão. Os ventos giram ao redor de um centro. O ar frio é puxado para dentro, enquanto o ar quente sobe, favorecendo a ocorrência de tempestades.
Eventos climáticos extremos também causaram grandes transtornos no sul e no centro da China no mês passado. Trinta e nove pessoas morreram quando o tufão Maysak desencadeou enchentes devastadoras na região sul de Guangxi.
O Maysak também provocou tempestades e ventos com força de vendaval que mataram 11 pessoas e feriram outras 331 na província central de Hubei.
Cientistas alertam que a intensidade e a frequência dos eventos climáticos extremos aumentarão à medida que o planeta continuar aquecendo em razão das emissões de combustíveis fósseis.
A China é o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, mas também é uma potência global em energia renovável e tem como meta tornar sua economia neutra em carbono até 2060.
