Ataque a tiros em escola na Tailândia deixa ao menos seis mortos
Mais de 20 pessoas ficaram feridas, nove delas em estado crítico; suspeito também teria matado os avós

Um adolescente armado protagonizou um ataque violento em sua escola de ensino médio na Tailândia nesta sexta-feira (7), matando professores e alunos — um dos ataques escolares mais letais do país nos últimos anos, segundo a polícia.
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O suspeito, de 14 anos, invadiu a escola após supostamente matar os avós em casa, informaram os policiais.
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Pelo menos seis pessoas foram mortas a tiros na escola — três alunos e três professores —, disse o porta-voz da polícia, tenente-general Trairong Phiwphan. Mais de 20 outras pessoas ficaram feridas, nove delas em estado crítico. A vítima mais jovem tinha apenas 12 anos, segundo as autoridades.
Estudantes aterrorizados se amontoaram sob as carteiras, soluçando enquanto tiros eram ouvidos nas proximidades, conforme mostraram vídeos gravados dentro de uma sala de aula e verificados pela CNN.


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Outras imagens exibiram alunos correndo para fora da escola enquanto um funcionário os ajudava a fugir.
Um socorrista não identificado disse à agência de notícias Reuters que "foi um caos total" quando chegaram ao local, onde prestaram primeiros socorros a estudantes com ferimentos nas costas, no peito e nos braços.
Utilizando o que a polícia descreveu como a arma de fogo do avô, o suspeito abriu fogo na Escola Debsirin Nonthaburi — uma conhecida instituição de ensino médio com cerca de três mil alunos, situada em uma rodovia movimentada no distrito de Bang Kruai, na província de Nonthaburi, ao norte de Bangkok, capital do país.
Embora relatos iniciais tenham citado a polícia afirmando que o suspeito havia morrido em decorrência de um disparo autoinfligido, Trairong confirmou posteriormente que ele permanece em estado crítico e está recebendo atendimento médico de emergência.
A maioria das vítimas é de adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, segundo o Centro de Operações de Emergência da província.
Uma foto fornecida à CNN por um oficial da polícia de Bangkok mostra uma única pistola e várias munições espalhadas pelo chão dentro da escola.
“Isso é horrível, não deveria ter acontecido”, disse o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, na tarde desta sexta-feira (7), horário local, expressando sua tristeza pela tragédia.
Um estudante de 18 anos disse à agência de notícias Reuters que, inicialmente, pensou que fossem fogos de artifício estourando. “Depois, começou a ficar mais frequente, tipo ‘bang, bang, bang’, e então houve um momento de silêncio. E os tiros recomeçaram”, relatou o aluno.
Pais preocupados correram para a escola à medida que a notícia do ataque se espalhava.
O filho de Karla Cripps, produtora sênior de viagens da CNN, estuda na escola, mas estava em viagem no exterior no momento do ataque, que começou por volta das 10h, horário local.
“Meu filho me ligou do Japão, desesperado, dizendo que tinha ouvido falar de um ataque na escola dele. Os alunos receberam ordens para se trancarem nas salas de aula e, naturalmente, ele estava muito abalado”, contou Cripps, do lado de fora da escola.
Ela descreveu um “clima muito triste” na escola, com ambulâncias entrando e saindo continuamente e pais consolando seus filhos. “Meu filho soube que o irmão de um amigo está no hospital agora. Ele está entre os feridos... Tem sido terrível para todos.”
Arma de fogo encontrada em escola
Uma foto fornecida à CNN por uma autoridade policial em Bangkok mostra uma arma de fogo e várias munições espalhadas pelo chão, dentro da escola.
As autoridades informaram que o jovem morava com os avós, e não com os pais, mas ainda não determinaram como ele obteve acesso à arma. O socorrista Kiatikhun Verapongpradith descreveu o procedimento de reanimação cardiopulmonar (RCP) realizado no atirador ferido.
"Corremos para o local e constatamos que o autor do ataque havia atirado na própria cabeça, do lado direito, e caído", disse ele à Reuters. "Assim que detectamos sinais vitais, pedimos à equipe que trouxesse uma prancha para transportá-lo ao hospital."
Posteriormente, o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, anunciou a morte do suspeito.
O Escritório Central de Investigações da Tailândia informou à CNN que a "situação está sob controle".
Alta taxa de posse de armas
A posse de armas na Tailândia é elevada em comparação com outros países do Sudeste Asiático.
Havia mais de 10,3 milhões de armas de fogo em posse de civis na Tailândia — ou cerca de 15 armas para cada 100 habitantes —, segundo dados de 2017 da organização SAS (Small Arms Survey), sediada na Suíça.
A Tailândia é o país do Sudeste Asiático com o segundo maior número de homicídios por arma de fogo, atrás apenas das Filipinas, segundo dados de 2019 do estudo Carga Global de Doenças, realizado pelo Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington.
Em fevereiro, um professor morreu e um aluno ficou ferido no distrito de Hat Yai, no sul da Tailândia, após um homem armado abrir fogo em uma escola. Em 2022, 36 pessoas — sendo 24 delas crianças — foram mortas em um massacre em uma creche no nordeste do país, episódio considerado o mais letal desse tipo já ocorrido na nação.
