Júri condena mulher a 12 anos por matar sargento da PM em Maceió
Josefa Cícera Nunes Flores cumprirá a pena em regime fechado pela morte do companheiro, o sargento Alessandro Fábio da Silva, ocorrida em 2022
O Tribunal do Júri condenou Josefa Cícera Nunes Flores a 12 anos de prisão em regime fechado pela morte do companheiro, o sargento da Polícia Militar de Alagoas Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos. A sentença foi proferida na noite desta quinta-feira (6), no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió.
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O crime aconteceu em 23 de março de 2022, na residência onde o casal morava, no Condomínio Jardim das Violetas, no bairro Cidade Universitária. Alessandro Fábio foi atingido por um disparo de arma de fogo no abdômen, chegou a ser socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.
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Durante o julgamento, Josefa Cícera voltou a afirmar que agiu em legítima defesa. Em seu depoimento, disse que o casal discutia por ciúmes quando o sargento teria sugerido uma "brincadeira" de roleta-russa. Segundo a acusada, ela recusou a proposta e, em seguida, os dois entraram em luta corporal antes do disparo.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL), no entanto, sustentou que essa versão não encontrava respaldo nas provas reunidas durante a investigação. Para a acusação, o conjunto probatório demonstrou que o crime ocorreu em circunstâncias diferentes das narradas pela ré. A sustentação oral foi feita pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas.


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Conforme os autos do processo, testemunhas relataram que Josefa Cícera apresentava comportamento agressivo e já teria utilizado arma de fogo em outras ocasiões. Um dos depoimentos apontou que ela chegou a efetuar diversos disparos contra o pneu de um veículo onde havia uma criança.
As investigações também reuniram relatos de um histórico de conflitos entre o casal, motivados principalmente por ciúmes, além de episódios de agressões atribuídos à acusada.
Após analisar as provas e os depoimentos apresentados durante a sessão, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Josefa Cícera Nunes Flores. A Justiça fixou a pena em 12 anos de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.

