Marroquim cita próximos passos dentro e fora de campo sob sua gestão no CRB
Presidente regatiano acredita que história vai servir de legado, mas busca ampliar o patrimônio do clube
Em entrevista à TV Gazeta de Alagoas nesta quinta-feira (6), o presidente do CRB, Mário Marroquim, explicou que o trabalho feito em cinco anos de gestão pode ser um modelo e uma cobrança para os próximos mandatários. O dirigente exaltou a conquista do Certificado de Clube Formador (CCF), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e destacou que novos modelos de protagonismo podem ser criados e mantidos pelo próprio Regatas a médio e longo prazo.
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“A gente cria uma nova referência de gestão. Quem vier após a minha gestão vai ter uma cobrança muito grande. Por exemplo, o selo formador. Tivemos grandes clubes com grandes formações. O Corinthians Alagoano não conseguiu. É muito difícil trazer um selo formador para cá, é uma chancela do que a gente está fazendo. Cria novas referências de protagonismo. O CRB está em um caminho muito certo, estou muito feliz de estar criando esse cenário”, falou.
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Apesar dos feitos destacados ao longo da semana pelo clube fora de campo, a cobrança por um desempenho eficiente dentro de campo para buscar os objetivos na temporada também é muito grande. Mas, apesar da vontade em querer estar sempre no topo da tabela de classificação, é necessário, na visão de Marroquim, a responsabilidade e o equilíbrio financeiro para não comprometer o que se tem hoje e principalmente ruir o futuro.
“A gente tem toda a chance de estar buscando um acesso este ano com o elenco que nós temos hoje. Temos elenco com vários jogadores hoje disputados até pela Série A. Nos últimos 14 jogos, a gente fez quase dois pontos por jogo, uma média sensacional. Se dependesse da gente, a gente ganhava todos os campeonatos e seria campeão invicto, mas não depende da gente. Um dos grandes desafios por ora é ter austeridade fiscal e econômica. Não adianta fazer loucura. Independente de desejos, pressões, a gente tem que fazer o que é possível porque o clube não pode se endividar. Fazer esse trabalho de resgate, de busca de recursos, acho que faz parte do futebol e do que a gente está lutando”, continuou.


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Sobre o patrimônio, o presidente afirmou que um dos grandes legados de seu período na equipe é o desenvolvimento da estrutura social, como o Casarão do Galo e as lojas do clube. Mas, Marroquim tem sonhos. Uns mais próximos, outros mais distantes. Porém, a ampliação do patrimônio é o que o dirigente tem mais afinco fora das quatro linhas.
“Eu tenho alguns sonhos. Ter uma ampliação da nossa sede, voltar a ter um ginásio para todos os outros esportes, um parque aquático. Criar um patrimônio dentro do clube é deixar um legado imenso para as gerações futuras. Quem sabe, um dia, uma arena. Mas ter uma arena é muito dinheiro. O caso mais palpável hoje é tentar subir e ampliar o nosso patrimônio”, concluiu.
