Júri de mulher acusada de matar sargento da PM em Maceió acontece nesta quinta
MPAL sustenta tese de homicídio qualificado por motivo fútil e contesta versão de legítima defesa apresentada pela ré

O julgamento de Josefa Cícera Nunes Flores, acusada de matar o companheiro e sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos, será realizado nesta quinta-feira (6), a partir das 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) defenderá a condenação da ré por homicídio qualificado por motivo fútil.
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A sustentação da acusação será feita pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas. Embora Josefa tenha alegado que agiu em legítima defesa, o MP considerou que os elementos reunidos durante a investigação não sustentam essa versão e ofereceu denúncia por homicídio qualificado.
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O crime ocorreu em 23 de março de 2022, na residência onde o casal vivia, no condomínio Jardim das Violetas, no bairro Cidade Universitária. Alessandro Fábio da Silva foi atingido por um disparo na região do abdômen, chegou a ser socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, a acusada afirmou que o casal discutia por ciúmes e que o companheiro teria sugerido uma "brincadeira" de roleta-russa. Segundo o relato dela, após recusar a proposta, os dois entraram em luta corporal. O Ministério Público, no entanto, entende que essa justificativa não encontra respaldo nas provas reunidas.


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Depoimentos colhidos durante a investigação também apontam que Josefa Cícera teria comportamento explosivo e já teria utilizado arma de fogo em outras ocasiões. Uma das testemunhas relatou que ela chegou a efetuar 12 disparos contra o pneu de um veículo onde havia uma criança.
Ainda conforme os relatos, o casal mantinha um histórico de desentendimentos motivados por ciúmes, e a acusada já teria agredido não apenas o companheiro, mas também outras pessoas.
*com informações da assessoria.