A taxa de iluminação pública mais que dobrou em Maceió desde 2020. A arrecadação da Cosip passou de R$ 98 milhões para uma previsão superior a R$ 200 milhões em 2026.
No comentário de hoje, mostro quanto essa cobrança pesa no bolso do consumidor e por que a Prefeitura precisa detalhar melhor a aplicação dos recursos.
Em 2025, o município arrecadou R$ 194 milhões com a Cosip. Menos de 30% desse valor aparece como pagamento à Equatorial. O restante financia contratos, manutenção, ampliação da rede, gestão e outras despesas ligadas ao sistema de iluminação pública.
A cobrança é legal e pode custear mais do que a energia consumida pelos postes. A questão é a transparência.
O maceioense paga todos os meses, junto com a conta de luz, mas muitas vezes nem percebe quanto desembolsa. Diante de uma receita próxima de R$ 200 milhões por ano, a pergunta é inevitável: para onde vai, exatamente, o dinheiro da taxa de iluminação pública?
