Uefa pressiona Gianni Infantino a deixar presidência da Fifa, diz jornal
Órgão dirigente do futebol europeu, encabeçou uma forte reação contra o movimento "Fifa Forward Enterprise (FFE)"

Após uma crise generalizada diante de uma proposta de criar Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária para vender ações dos maiores campeonatos geridos pela Fifa como a Copa do Mundo, o presidente da entidade Gianni Infantino sofre uma forte pressão da UEFA para deixar a presidência do órgão.
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A Uefa, órgão dirigente do futebol europeu, encabeçou uma forte reação contra o movimento.
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Por unanimidade, votou pelo boicote às futuras Copas do Mundo masculinas e femininas como protesto e neste sábado (1), afirmou ter perdido a confiança no presidente da Fifa após a entidade máxima do futebol mundial recuar do projeto na sexta (31).
Segundo o jornal britânico The Telegraph, agora, a Uefa, prepara uma nova "ofensiva" contra Infantino: destituição ou renúncia do cargo de presidente.


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Através de suas 55 associações filiadas, as mesmas votariam para destituir Infantino do cargo caso ele permaneça. No entanto, a federação europeia ainda precisaria do apoio de mais outras 43 federações.
A publicação ainda relembra trechos do comunicado emitido neste sábado contra a Fifa e revela, atráves de fontes internas na entidade, que nem internamente o projeto foi bem aceito. Em alguns setores, foi chamado de "Kill The Monster"- em português, "Mate o Monstro".
“A atual liderança da Fifa não perdeu apenas a confiança da Uefa, mas também a de muitos outros membros da família do futebol”, diz um trecho do comunicado.
“Em relação a essas duas promessas, ele falhou em cumpri-las. O acordo obscuro, feito nos bastidores e sem transparência, que ele elaborou e tentou impor, esteve longe de ser transparente”, acrescentou a Uefa.
Outros impactos
O jornal ainda destaca outras repercussões para além do mundo do futebol. Andy Burnham, primeiro-ministro britânico, defendeu que Gianni Infantino deixe a presidência.
Já Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, cuja proximidade com Infantino foi bastante questionada antes e durante a Copa do Mundo de 2026 afirmou que não foi consultado sobre o projeto.
