No comentário de hoje, analiso a força do funcionalismo nas eleições de Alagoas e a entrada dos servidores públicos no confronto entre Renan Filho e JHC.
Renan Filho acusou o ex-prefeito de passar seis anos à frente da Prefeitura de Maceió sem concluir concurso público.
“Pergunta aí quantos concursos o rapaz já fez. Zero”, afirmou o pré-candidato do MDB, ao criticar também as contratações precárias e defender estabilidade e direitos para os trabalhadores.
A cobrança reforça a linha adotada pelo governador Paulo Dantas e pode ser também uma resposta aos ataques quase diários de JHC contra Renan Filho, principalmente na saúde.
O ex-prefeito tem explorado filas, atrasos em obras, promessas não cumpridas e investigações envolvendo a gestão estadual. Do outro lado, Renan Filho e Paulo Dantas passaram a comparar os resultados do Estado com os seis anos de JHC na Prefeitura de Maceió.
O funcionalismo tem peso expressivo nessa disputa. Segundo a RAIS, os vínculos ligados ao setor público representam cerca de 36% dos empregos formais de Alagoas — mais de um em cada três.
Concursos, nomeações, contratos temporários, salários e condições de trabalho devem aparecer cada vez mais na campanha.
Este é apenas o começo. Com o fim das convenções e o início oficial da campanha, o tom entre Renan Filho e JHC deve subir ainda mais.
