Congresso do Paraguai repudia fala de Lula sobre guerra
Em declaração oficial, parlamentares do Paraguai criticaram falas do presidente Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança

O Congresso do Paraguai aprovou uma declaração, por unanimidade, que repudia falas recentes do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o conflito envolvendo os dois países no século 19. No texto, divulgado nesta quarta-feira (29/7), o líder brasileiro é acusado de “distorcer” a história.
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De acordo com parlamentares paraguaios, as recentes declarações de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança — como também é conhecida a Guerra do Paraguai — contém afirmações que “distorcem e minimizam a dimensão histórica da guerra, desconhecendo os antecedentes do conflito, o profundo sofrimento humano suportado pelo povo paraguaio e as consequências geográficas, econômicas, institucionais e territoriais”.
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Além da nota de repúdio, parlamentares do Paraguai exigiram que o canhão El Cristiano, levado pelo Brasil como troféu de guerra, seja devolvido ao país.
O posicionamento do Parlamento paraguaio surgiu após Lula citar o conflito na última sexta-feira (24/7), e falar sobre a invasão do Paraguai no Brasil em 1864. A fala do presidente brasileiro aconteceu enquanto discursava sobre a necessidade de aumentar os gastos em Defesa.


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“Nós gostamos da paz, mas não podemos esquecer que, um dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil”, disse Lula no evento em São Paulo. “Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina. E essa guerra, que parecia que não ia dar em nada, durou cinco anos”.
O Paraguai invadiu o Mato Grosso, em dezembro de 1864, e áreas da Argentina em 1865. Na época, o presidente do país, Solano López, justificou a investida como uma forma de defender os interesses paraguaios, já que o Brasil realizou uma intervenção no Uruguai que culminou na deposição de seu aliado Atanasio Cruz Aguirre.
Com a invasão paraguaia — e a mudança do poder uruguaio —, o Brasil formou uma aliança militar com o Uruguai e Argentina. A guerra durou de 1864 a 1870. O Paraguai foi o maior prejudicado no conflito.
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