Influenciadora teve morte assistida aos 49 anos após diagnóstico de Alzheimer precoce
Especialistas dizem que o Alzheimer precoce pode começar com alterações de linguagem, visão, comportamento e atenção

A morte assistida de uma influenciadora canadense aos 49 anos, após o diagnóstico de Alzheimer de início precoce, chama atenção para um tipo raro de demência que pode aparecer bem antes da velhice e nem sempre começa com esquecimento.
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O que aconteceu
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A influenciadora Rebecca Luna morreu em 25 de julho, aos 49 anos, após passar por um procedimento de morte assistida no Canadá. Ela ganhou notoriedade no TikTok ao mostrar a rotina depois de receber o diagnóstico de Alzheimer de início precoce e disse que, antes da confirmação, atribuía os lapsos de memória ao transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Rebecca contou que decidiu antecipar a data do procedimento devido à rápida progressão da doença. No Canadá, a morte assistida é conhecida como Medical Aid in Dying (MAID) e é permitida mediante comprovações médicas; no Brasil, eutanásia e morte assistida são proibidas por lei.


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O Alzheimer de início precoce, também chamado de pré-senil, costuma se manifestar entre os 50 e 65 anos. Trata-se de uma condição rara, que representa de 5% a 10% de todas as ocorrências da doença.
O Alzheimer é a forma mais comum de demência e responde por cerca de 60% a 70% dos casos. Demência é um termo amplo para quadros de perda cognitiva que afetam memória, atenção, funções executivas e a capacidade de organização, e também inclui outros tipos, como a demência vascular (associada a doenças cerebrovasculares e acidente vascular cerebral) e a demência frontotemporal.
Quais sinais podem aparecer mais cedo
No Alzheimer de início precoce, os sintomas podem ser atípicos e não se
limitar à memória. As alterações podem envolver linguagem, função visual, comportamento e atenção, o que torna o diagnóstico mais complexo.
Queixas em pessoas mais jovens podem ser confundidas com estresse, depressão, insônia ou burnout. Por isso, especialistas recomendam buscar avaliação com neurologista ou psicogeriatra, profissionais mais acostumados a investigar quadros de demência.
O diagnóstico é difícil porque médicos não pensam em Alzheimer para pessoas na faixa de 50 anos. Pacientes jovens com queixas cognitivas podem procurar especialistas não acostumados com demências, como ginecologistas ou psiquiatras generalistas, que podem focar na menopausa ou em depressão.
