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Influenciadora afirma ter sido abusada e acende alerta sobre abuso infantil

Morgana Santana Metzner desabafou nas redes sociais sobre o abuso sofrido e alertou os pais sobre abuso sexual entre crianças e adolescentes

A influenciadora Morgana Santana Metzner, de Indaial, no Vale do Itajaí, usou suas redes sociais para relatar que foi abusada aos oito anos por outra criança e alertou pais e responsáveis sobre o abuso sexual infantil entre crianças e adolescentes.

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O vídeo foi publicado na quinta-feira (23) com um relato sobre o abuso sofrido e alguns casos que Morgana ouviu de outros amigos que também são pais. “Prestamos atenção em abuso de crianças por adultos. Só que há muitos casos de crianças e adolescentes de 12, 13 e 14 anos que violentam outras crianças”, explica.

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Influenciadora de Indaial faz alerta para abuso sexual cometido por outras crianças e adolescentes

Morgana relatou no vídeo que sofreu o abuso enquanto estava brincando de esconde-esconde. Um menino, irmão de sua amiga de infância, na época com 10 anos, tirou toda a roupa quando a encontrou em um guarda-roupa para “brincar de namorar”.

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A situação marcou a sua vida e a forma como ela via esse tipo de situação. “A gente precisa tomar muito cuidado porque a gente pensa muito no adulto, mas tem crianças que consomem conteúdos pornográficos muito cedo. Então, muito cuidado, é um alerta”, conta.

Ela também contou da vez que estava conversando com uma amiga e ela tinha flagrado o filho, de apenas cinco anos, jogando Roblox e a cena era dentro de um prostíbulo. “Cuidado com o que o seu filho está assistindo, consumindo e ouvindo, porque pode direta e indiretamente estar sexualizando a criança”, explica.

Em outro desabafo, Morgana também relata como a internet expõe as crianças sem supervisão a conteúdos de pornografia. “A gente cuida dos nossos filhos, mas será que os outros pais estão cuidando dos filhos? Muito cuidado”, completa.

Abuso infantil online ganha novas punições

Quem acessar deliberadamente conteúdo de abuso infantil online por plataformas de streaming poderá responder criminalmente caso um projeto aprovado no dia 24 de junho pelo Senado se torne lei.

A proposta também coloca o uso de inteligência artificial na mira da legislação brasileira, amplia penas para criminosos que atuam no ambiente digital e determina que condenados arquem com os custos do tratamento psicológico das vítimas.

A proposta altera o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei dos Crimes Hediondos para atualizar a legislação, com o avanço de crimes sexuais praticados por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e novas tecnologias.

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