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Com Lula, PDT oficializa apoio à reeleição do petista em convenção

Anúncio marca o retorno do partido à aliança presidencial liderada pelo PT ainda no primeiro turno; em 2018 e 2022, sigla lançou Ciro Gomes


				Com Lula, PDT oficializa apoio à reeleição do petista em convenção
Com Lula, PDT oficializa apoio à reeleição do petista em convenção. Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou, nesta segunda-feira (20/7), o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio ocorreu durante a convenção nacional da legenda, em Brasília, com a presença do petista.

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Presente na solenidade, Lula se disse motivado para a corrida eleitoral. “Eu tenho 80 anos de idade. E hoje eu estou mais motivado e mais preparado do que quando eu tinha 57 anos e fui eleito presidente da república (pela primeira vez)”, destacou.

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O petista também chamou a atenção para o desafio que a esquerda terá à frente.

“Nós não temos o direito de perder essas eleições. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo e o fascismo volte a governar esse país”, ressaltou.

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Lula também relembrou a relação que teve com o pedetista histórico gaúcho Leonel Brizola, de quem foi adversário em disputas presidenciais e com quem formou chapa em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito.

Lula e Brizola tiveram um relação marcada por divergências e aproximações. “Mesmo quando eu e Brizola brigávamos, a gente nunca deixou de ser amigo”, relembra.

Cúpula pedetista

Comandado pelo presidente nacional do PDT e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, o encontro também reuniu dirigentes, parlamentares e pré-candidatos da sigla para discutir as eleições de outubro, as coligações partidárias e o posicionamento da legenda nos estados.

Ao antecipar a decisão, Lupi afirmou que o apoio a Lula representava uma escolha de “coerência” com o campo popular e democrático. Segundo o dirigente, a polarização nacional reduziu o espaço para uma candidatura própria da legenda na disputa pelo Palácio do Planalto.

A decisão marca o retorno do PDT à aliança presidencial liderada pelo PT ainda no primeiro turno. Nas eleições de 2018 e 2022, o partido lançou o então pedetista Ciro Gomes à Presidência da República. Ele deixou a legenda em outubro de 2025 e se filiou ao PSDB.

Além do apoio a Lula, a convenção serviu para apresentar alguns dos principais nomes que o partido pretende lançar nas disputas estaduais. Entre eles estão o deputado estadual Requião Filho, pré-candidato ao governo do Paraná, e Juliana Brizola, que deve concorrer ao governo do Rio Grande do Sul.

Para o Senado, participaram do encontro Marília Arraes, pré-candidata em Pernambuco; Weverton Rocha, no Maranhão; Leila Barros, a Leila do Vôlei, no Distrito Federal; e Acir Gurgacz, em Rondônia.

Também estiveram presentes Roberto Requião, pré-candidato a deputado federal pelo Paraná; os deputados federais André Figueiredo, Mário Heringer e Félix Mendonça; a deputada estadual Martha Rocha; e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

A convenção contou ainda com a participação do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. A pasta foi comandada por Carlos Lupi até maio de 2025, quando o presidente nacional do PDT deixou o governo Lula.

As alianças estaduais entre PT e PDT, no entanto, não seguem necessariamente a composição nacional. Em fevereiro, as direções dos dois partidos informaram que os palanques seriam negociados separadamente pelos diretórios locais.

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