Vítima de casal de pastores sofreu 1º abuso no aniversário de 12 anos
A vítima relata que Wenderson Souza, de 32 anos, teria lhe dado chocolates e depois pedido que ela mostrasse as roupas íntimas

18/07/2026 às 7:20 • Atualizada em 18/07/2026 às 19:30 - há XX semanas
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Uma das seis adolescentes que foram vítimas de crimes sexuais supostamente cometidos por Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamyla Moraes de Souza, de 24, um casal de pastores evangélicos de Roraima (RR), sofreu a primeira violência no dia de seu aniversário de 12 anos.
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A Polícia Civil do estado aponta a dupla como sendo responsável por cometer uma série de estupros contra menores que frequentavam a igreja onde eles ministravam cultos evangélicos. Os dois foram indiciados na última semana.
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Segundo a menina, em 2024, Wenderson Lima foi até a casa dela, a presenteou com chocolates e, em seguida, a convidou para ir até a casa dele. No carro com o pastor, a vítima teria percebido que ele desviou o trajeto para uma rua afastada e isolada, momento em que ele teria feito o convite para uma “brincadeira”.
De acordo com a menor, a brincadeira, segundo Wenderson, consistia em adivinhar e mostrar qual seria a cor da peça íntima que usavam. Assustada e com medo, a adolescente teria obedecido. Em seguida, o pastor teria feito o mesmo.


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A partir daquele dia, ela teria sido submetida a outros diversos episódios de violência.
Exibição de cenas de sexo
Uma outra vítima, que tomou coragem de denunciar o casal após a primeira vítima procurar a Polícia Civil, contou aos investigadores que, em certa ocasião, quando ela tinha 17 anos, Wenderson lhe deu uma carona e parou em uma rua, afirmando que faria a mesma brincadeira. Ela teria negado participar, o que deixou o suspeito irritado.
O homem então teria tirado a blusa dela, se tocado e, posteriormente, exibido vídeos em que ele aparecia mantendo relações sexuais com Arielly
Após os atos, ele teria feito uma transferência via Pix para a vítima.
Ao longo da apuração, outras quatro vítimas, com idades entre 12 e 17 anos, procuraram a Polícia Civil relatando situações semelhantes.
Conforme aponta a investigação, o casal utilizava a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das adolescentes e de seus familiares.
Intimidação
A Polícia Civil afirma que os investigados recorriam a argumentos de natureza religiosa para manter as vítimas sob influência e, em alguns casos, ofereciam dinheiro, transferências via Pix e outras vantagens para impedir que os abusos fossem denunciados.
Segundo a delegada Kamilla Basto, responsável pelo inquérito, a estrutura de autoridade exercida pelos investigados contribuiu para dificultar a revelação dos fatos.
As investigações apontam ainda que os fiéis eram desencorajados a questionar os líderes da igreja.
A polícia aponta que documentos da própria instituição religiosa previam punições para integrantes que promovessem “rebeldia” ou “dissidência” contra a autoridade da igreja, circunstância que, na avaliação da investigação, reforçava o ambiente de intimidação.
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